Lubango - O ano lectivo 2026-2027 no subsistema de ensino do Serviço Penitenciário da Huíla abriu, esta terça-feira, no Lubango, com 337 reclusos matriculados, nos três módulos, mas 115 alunos em relação ao igual período anterior.
Lubango - O ano lectivo 2026-2027 no subsistema de ensino do Serviço Penitenciário da Huíla abriu, esta terça-feira, no Lubango, com 337 reclusos matriculados, nos três módulos, mas 115 alunos em relação ao igual período anterior.
Os 337 reclusos estão subdivididos em 105 no 1º módulo, 97, no 2º e 135, no 3º. Do total, 25 são do género feminino.
O período formativo, que decorrer sob o lema “50 Anos a Alfabetizar, a Educar e a Transformar Angola”, vai estar assegurado por dois professores colaboradores e seis facilitadores presos.
Em nome dos beneficiários, Adriano Baptista afirmou ser um momento a representar mais do que o ponto de partida de um período de estudo, que exigirá um esforço de perseverança, despir-se de dicotomias com o fim de olhar para um futuro promissor.
Realçou que estar privado de liberdade não é um problema, torna-se, porém, quando não têm a consciência de definir o lugar onde cada um está e dizer sim naquilo que o fortalece.
Desafiou os colegas a encararem a escola não apenas como espaço para aprender a ler, escrever, calcular ou adquirir profissão, mas como um lugar de transformação e construção de valores para o bem-estar social onde a convivência assenta-se no padrão de responsabilidade, respeito mútuo, disciplina enquanto cidadão.
Por sua vez, o chefe do Departamento de Inspecção do Gabinete Provincial da Educação, Paulo Nóbrega, reafirmou o compromisso da instituição com a educação, a formação e a reinserção social.
Afirmou que no contexto penitenciário, a educação assume uma importância maior por constituir um instrumento de transformação pessoal, aquisição de conhecimentos e preparação para a reinserção social, pois a privação da liberdade não deve significar a privação do direito à educação.
Reafirmou a disponibilidade do Gabinete Provincial da Educação da Huíla em continuar a colaborar com o serviço penitenciário, para fortalecer as condições para um ensino de qualidade, assente na disciplina, responsabilidade e respeito pela dignidade humana.
“Os professores para além de transmitir conhecimentos, são chamados a orientar, motivar e incentivar os alunos a acreditarem na sua capacidade de mudança”, solicitou.
O director Provincial do Serviço Penitenciário da Huíla, superintendente prisional- chefe, Carlos Paulo disse que a educação constitui o principal instrumento para o cumprimento da missão de humanizar, reabilitar e reintegrar da instituição penitenciária.
"Não é apenas mais um calendário, mas oportunidade de aprender a ler e escrever para quem nunca teve, bem como de fazer um curso técnico profissional e, sobretudo, oportunidade de resgatar a dignidade", disse.
Reafirmou o compromisso em adquirir materiais didácticos para reduzir desistências na falta dos equipamentos, bem como de aumentar as turmas não apenas para alfabetização, mas para o ensino técnico-profissional, nas especialidades de carpintaria, serralharia, electricidade, pastelaria e culinária.
No ano lectivo 2025-2026, o subsistema de ensino no Serviço Penitenciário da Huíla foram matriculados 222 alunos, dos quais 42 terminaram com êxito, enquanto os demais foram transferidos e outros colocados em liberdade.
O Serviço Penitenciário da Huíla controla uma população de mil 271 reclusos, dos quais 793 preventivos e 478 condenados. EM/ALH




