Ndalatando – Trabalhadores da empresa privada de Caxilharia de Alumínio, Serralharia e Marcenaria (Arte Nobre), em Ndalatando, Cuanza-Norte, reclamam melhores condições de trabalho e salariais, protecção no exercício da profissão e redução do horário laboral.
Ndalatando – Trabalhadores da empresa privada de Caxilharia de Alumínio, Serralharia e Marcenaria (Arte Nobre), em Ndalatando, Cuanza-Norte, reclamam melhores condições de trabalho e salariais, protecção no exercício da profissão e redução do horário laboral.
declarações, nesta segunda-feira, à ANGOP, a propósito da abertura da 2.ª série da Operação Trabalho Digno, coordenada pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT), os trabalhadores, que solicitaram anonimato, afirmaram trabalhar de segunda-feira a sábado, das 7h30 às 17h30, com direito a uma hora de descanso, auferindo salários entre 30 mil e 180 mil kwanzas, de acordo com a categoria.
De acordo com os mesmos, recebem uma remuneração diária e, em caso de ausência por doença ou óbito de familiar, deixam de receber o correspondente ao dia não trabalhado, sendo ainda descontados 800 kwanzas por dia para alimentação.
Os trabalhadores pediram auxílio para alterar a situação laboral, considerando ser “necessário que um trabalhador se sinta seguro no local de trabalho”, tenha direito a dispensa em caso de doença ou óbito de um familiar, esteja inscrito na Segurança Social e beneficie de subsídios de férias e de Natal.
Apelaram para uma maior actuação da IGT, para que os empregadores cumpram o que está estipulado na Lei Geral do Trabalho.
O secretário-geral da Arte Nobre, Jorge Lucas Bartolomeu, reconheceu algumas irregularidades apresentadas pelos trabalhadores e disse que a empresa está a trabalhar para adequar a situação laboral e salarial dos funcionários à Lei Geral do Trabalho e ao Salário Mínimo Nacional.
A empresa, disse, tem 25 funcionários, mas alguns já estão inscritos no Instituto Nacional de Segurança Social.
A Arte Nobre pertence a um grupo empresarial chinês, actua no Cuanza-Norte há mais de 10 anos e investe também no ramo da pastelaria.
Segundo constatou a ANGOP, a situação laboral, salarial e de higiene dos funcionários de empresas privadas na província carece de melhorias.
A 2.ª série da Operação Trabalho Digno é uma acção de âmbito nacional, coordenada pela IGT, orientada para o reforço da conformidade laboral, a protecção efectiva dos trabalhadores e a promoção de condições dignas e seguras de trabalho.
A iniciativa dá continuidade à experiência adquirida na Operação Trabalho Digno, realizada em 2024, que identificou as áreas do comércio, prestação de serviços e indústria extractiva e transformadora como as que mais persistem no incumprimento da legislação laboral.IMA/YD




