A criação de mais oportunidades de emprego, o reforço da acessibilidade e o combate ao preconceito foram debatidos, em Luanda, na 8.ª edição do seminário sobre “O Poder por Detrás da Deficiência”.
A iniciativa, promovida pelo Projecto Savilale, reuniu representantes de organizações da sociedade civil, juvenis e pessoas com deficiência. O mentor da iniciativa, Manuel Savilale, afirmou que a deficiência não representa incapacidade, tendo apelado às instituições para criarem condições de igualdade no acesso ao emprego, à educação e aos transportes acessíveis. “As famílias devem, igualmente, incentivar a escolarização e a autonomia desta franja da sociedade”, disse. O responsável defendeu, ainda, o cumprimento da legislação que estabelece quotas de emprego de quatro por cento no sector público e dois por cento no privado, para o ingresso de pessoas com deficiência, de formas a promover a sua inclusão económica e social. Por sua vez, a presidente da Federação Angolana das Associações de Pessoas com Deficiência (FAPED), Esmeraldina Miguel, considerou essencial combater os preconceitos ainda existentes na sociedade, lembrando que qualquer cidadão pode adquirir uma deficiência ao longo da vida. A professora e empreendedora Formosa Bunga disse que a falta de acessibilidade continua a limitar a participação plena das pessoas com deficiência, defendendo mais investimentos em infra-estruturas inclusivas e maior envolvimento dos órgãos de comunicação social na sensibilização da população. Na ocasião, o secretário executivo do Conselho Provincial da Juventude de Luanda, Alberto Dala “Baduna”, enalteceu a coragem e o empenho dos jovens com deficiência, considerando exemplos de resiliência e cidadania, tendo reafirmado o compromisso da organização em apoiar iniciativas de inclusão.




