O antigo ministro da Educação, Pinda Simão, considera que Angola precisa de reforçar o combate ao analfabetismo e melhorar a qualidade do ensino, desafios que continuam a condicionar o desenvolvimento económico e social do país.
A posição foi defendida pelo antigo responsável pela Reforma Educativa, durante o podcast “Angola Capital Humano”, onde analisou a evolução do sector e os principais problemas que ainda persistem.
Segundo Pinda Simão, apesar dos avanços no acesso à escola, Angola mantém níveis preocupantes de analfabetismo, sobretudo nas zonas rurais e entre mulheres e jovens que estão fora do sistema formal de ensino.
Para o antigo ministro, esta realidade afecta a produtividade, limita o exercício da cidadania e dificulta o processo de diversificação da economia.
Pinda Simão defende, por isso, uma aposta mais forte na qualidade do ensino, através da melhoria da formação dos professores, das condições das salas de aula, da supervisão pedagógica e da valorização da carreira docente.
O antigo governante considera igualmente necessária uma reforma contínua e ajustada à realidade do país, com prioridade para o ensino de base, sem descurar o ensino técnico-profissional e a alfabetização de adultos.
Pinda Simão entende que a formação de cidadãos alfabetizados e com competências adequadas é fundamental para Angola dispor do capital humano necessário ao crescimento económico e à inclusão social.




