A pobreza, o desemprego e a falta de oportunidades para os jovens estão entre as principais preocupações da Igreja Católica no Cuanza-Sul, numa realidade que, segundo o bispo da Diocese do Sumbe, Dom Firmino David, exige maior intervenção social e solidariedade para melhorar as condições de vida das famílias vulneráveis.
O prelado manifestou a preocupação durante uma visita pastoral à localidade do Chingo, onde alertou para a situação de jovens mulheres que, perante dificuldades económicas e a falta de alternativas de subsistência, acabam por se envolver na prostituição.
Dom Firmino David defende que o combate a este fenómeno não deve limitar-se à condenação social, mas incluir medidas concretas de apoio às famílias, criação de oportunidades de emprego, formação profissional e iniciativas de geração de rendimento.
“Não basta condenar, é preciso agir. Muitas das nossas filhas entram para este caminho não por vontade própria, mas por falta de oportunidades, por fome, por desespero”, afirmou o bispo, apelando à solidariedade das instituições públicas e privadas, das igrejas e da sociedade civil.
Para o responsável católico, a melhoria das condições económicas das famílias constitui uma das vias para reduzir a vulnerabilidade social, sobretudo entre as mulheres e os jovens que enfrentam dificuldades para garantir a própria subsistência.
O bispo apontou igualmente o consumo excessivo de bebidas alcoólicas entre os jovens como outro problema que merece atenção no Chingo. Na sua avaliação, a situação exige programas de sensibilização, acompanhamento psicossocial e actividades que permitam ocupar os tempos livres da juventude.
Dom Firmino David defende, neste sentido, uma acção coordenada entre as autoridades locais, as famílias, as escolas e as organizações sociais, com vista à criação de alternativas que promovam a formação, o empreendedorismo e a integração dos jovens na vida económica e comunitária.
O prelado apelou ainda às autoridades para que reforcem as políticas públicas destinadas às comunidades mais carenciadas do Cuanza-Sul, com prioridade para o desenvolvimento humano, a inclusão social e a melhoria das condições de vida das populações.




