Polícia Nacional no Lobito salva jovem de morrer às mãos de gangue local

Um jovem, de 18 anos, escapou morrer, quarta-feira, às mãos de um gangue local, após ter sido salvo pela pronta intervenção dos agentes da Polícia Nacional no Lobito.
O jovem foi agredido na cabeça e no abdómen por supostos elementos de um gangue que opera nos bairros da Kaimama e do São João.
O ataque aconteceu nas imediações do mercado paralelo do N’golo d’Areia, vulgo praça da Kalumba.
Segundo testemunhas ouvidos no local, o jovem conhecido por Gabriel Ngandu Avelino faz parte do grupo associado com a prática de acções criminosas, como assaltos com armas brancas contra as pessoas na calada da noite e nos mercados, pesando sobre si os crimes de roubos, furtos, usurpação e danos de bens alheios aos que por ali passam e às residências.
Acusação essa que, de resto, é negada por Dona Ana Nawendo, para quem o sobrinho vive de biscates por escassez de emprego no mercado formal.
“Não é verdade o que dizem sobre o Gaby (Gabriel Ngandu Avelino). Os bandidos são aqueles que o agrediram de forma vil, não fossem os polícias para evitar que o pior acontecesse. Deixaram-no neste estado (de agonia). Que se faça a justiça”, referiu.
De acordo com o responsável do Instituto Nacional de Emergência Médica de Angola (INEMA), no Lobito, Nelson Nocas, o espancamento provocou graves ferimentos na cabeça, nos membros superiores e na zona inferior do abdómen, tendo, por isso, sido socorrido a caminho do hospital. “Apesar de estar fora do perigo (da morte), os próximos 48h00’ serão determinantes para se aferir o seu estado de saúde”.
Na ocasião, uma fonte da Polícia Nacional da 4.ª Esquadra do Comando Municipal do Lobito, contactada pelo Jornal de Angola, lamentou o sucedido e explicou que a onda de criminalidade tende a crescer, sobretudo na periferia da cidade, gerando instabilidade no seio da população.
Contou, igualmente, que em alguns bairros, como no São João, Kaimama, Kalumba, Santa Cruz, Tchivili, Mbundupuli e Alto Esperança, a determinadas horas da noite há uma espécie de recolher obrigatório e que muitas pessoas sofreram assaltos e as que resistiram acabaram agredidos e, nalgumas situações, feridos com gravidade ou mortos.
Porém, aconselhou os residentes a não fazerem justiça pelas próprias mãos, uma vez que existem entidades competentes para o efeito, isto é responsabilizar (ou inocentar) os supostos prevaricadores.


