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Segundo a PN, ao longo dos seus 50 anos de existência tem assegurado grandes eventos de elevada concentração de pessoas e "sempre pautou a sua actuação pelo cumprimento das normas legais".
Nos últimos 12 meses diz ter assegurado 442 manifestações, numa média de oito por mês.
Segundo a PN, das 442 manifestações asseguradas, 14% resultaram em "alterações da ordem pública por parte dos manifestantes, que as tornaram violentas".
A informação foi avançada esta quinta-feira, em conferência de imprensa, pelo 2º comandante-geral da Polícia Nacional, Orlando Bernardo.
Segundo Orlando Bernardo, por detrás dos 14% de manifestações que resultaram em actos violentos esteve sempre uma força política partidária.
Conforme o número dois da Polícia Nacional, "a PN não faz qualquer distinção de natureza política ou partidária no cumprimento da sua missão".
Orlando Bernardo salientou que a actuação da Polícia é determinada pela sua natureza e afirmou que, na província do Uíge, "a corporação apenas agiu para repor a ordem que estava a ser violada".
"No caso em concreto do Uíge, a resposta policial para a manutenção da ordem pública obedeceu aos níveis de intervenção definidos e accionou os protocolos correspondentes, em função do grau de risco e da ameaça identificada", disse.
Segundo a PN, o uso da força é um instrumento legal colocado à disposição da Polícia para situações que exijam a utilização dos mecanismos de intervenção.
A Polícia assegura que não vai deixar-se intimidar por "quaisquer tentativas de pressão, manipulação ou descredibilização da sua actuação institucional".
"Sempre que forem verificadas acções que atentam contra a ordem pública ou os direitos dos cidadãos, a Polícia Nacional utilizará os meios legais à sua disposição para a reposição da ordem", avisa a PN.
Esta reacção da Polícia nacional surge depois de os líderes da UNITA, Adalberto Costa Júnior, do RENOVA Angola, Manuel Fernandes, do PNSA, Sikonda Alexandre, e do PPA, Eduardo Garcia, João Nsumbo, do PDP-ANA, Benedito Daniel, do PRS, e Filomeno Vieira Lopes, do Bloco Democrático, terem defendido o "apuramento rigoroso" das responsabilidades civis e criminais, através de "investigações independentes" nos acontecimentos do Uíge.
Na declaração conjunta, os dirigentes partidários manifestaram solidariedade para com as vítimas dos confrontos e respectivas famílias, pedindo à população para preservar a tolerância, o diálogo e a convivência pacífica, sublinhando que as divergências políticas não devem transformar-se em violência.
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