Mbanza Kongo - A abertura de mais livrarias na cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, para facilitar a aquisição de materiais didácticos a preços ligeiramente acessíveis, foi defendida, esta quarta-feira, pelos pais e encarregados de educação.
Mbanza Kongo - A abertura de mais livrarias na cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, para facilitar a aquisição de materiais didácticos a preços ligeiramente acessíveis, foi defendida, esta quarta-feira, pelos pais e encarregados de educação.
Abordados pela ANGOP, dois dias depois do início do ano lectivo 2026/2027, foram unânimes em afirmar que a insuficiência desses espaços na urbe tem contribuído no encarecimento dos materiais escolares em cada ano.
Para Manuel Tavares, encarregado de educação de cinco educandos, não têm sido fácil em cada princípio do ano lectivo adquirir materiais escolares no mercado informal a preços exorbitantes.
“Acho que é chegado o momento de os nossos empresários investirem também na abertura de livrarias na nossa cidade, para facilitar a vida dos nossos alunos que são os futuros quadros do país”, disse.
De acordo com o interlocutor, a falta desses espaços tem levado muitos vendedores a praticarem preços especulativos, sobretudo quando começa um novo ano lectivo.
Por sua vez, Matondo Nlandu, mãe de quatro crianças em idade escolar, defendeu a realização periódica de feiras de materiais escolares na cidade de Mbanza Kongo, principalmente quando faltam alguns meses para o início de um ciclo formativo.
Referiu que as feiras ajudariam os pais e encarregados de educação na aquisição dos materiais didácticos para os seus educandos a preços ligeiramente baixos.
“Tem sido uma luta titânica aqui na nossa cidade preparar material dos filhos para o reinício das aulas”. Formar o homem é também um grande investimento”, asseverou.
A título de exemplo, disse que um kit de compasso está a ser comercializado a 2.500 kwanzas, contra os 1.800 do ano passado, ao passo que uma embalagem de cadernos oscila entre os 3.500 e os 4.500 kwnzas, mais mil se comparado com o ano lectivo transacto.
Tatiana Simão referiu que adquire geralmente os materiais didácticos dos seus educando em Luanda, onde os preços são minimamente estáveis.
“Já tornou um hábito de viajar a Luanda quando faltam alguns meses para o início do ano lectivo, para a compra do material para os meus filhos”, expressou.
Refira-se que para o presente ano lectivo, o sector da Educação na província do Zaire recebeu mais de 50 mil manuais que estão a ser distribuídos aos alunos do ensino primário nos 11 municípios. DMN/JL


