População sugere manifestação em dia de semana: “Ao sábado, os chefes não sentem!”

Após a divulgação da data para a segunda fase da manifestação contra a subida do preço do combustível, nas redes sociais, cresce o apelo para que o protesto seja feito num dia de semana e não apenas em Luanda.
Após o recente protesto de sábado, vários internautas defenderam que as vozes da população só serão realmente ouvidas quando o clamor popular interferir directamente na rotina institucional e no funcionamento do país.
“Ao sábado os chefes estão em casa a descansar. Temos de parar a cidade numa terça ou quarta, onde dói mesmo”, escreveu um internauta.
As reações surgem na sequência da subida do preço do gasóleo e consequentemente da corrida de táxi, que tem afectado de forma brutal o orçamento das famílias. A decisão, foi reforçada devido o silêncio das autoridades competentes.
Muitos jovens, estudantes e trabalhadores manifestam-se indignados com o que chamam de “surdez institucional” diante das dificuldades do povo.
“Uma manifestação numa segunda-feira obrigaria os decisores a, pelo menos, explicar-se. Porque até agora, o povo fala e o governo cala”, afirma uma jovem estudante.
A proposta de mobilização para dias úteis não representa apenas uma tentativa de ganhar visibilidade, mas sim de forçar uma resposta política à dor que cresce nos bairros e ruas da capital.


