Populares do Kilamba Kiaxi podem ver revolvidos principais problemas nos próximos dias, garantem autoridades

Frente a administração municipal do Kilamba Kiaxi, a Rádio Correio da Kianda apresentou nesta quarta-feira, 10, a terceira emissão depois de termos passado nos municípios do Cacuaco e Mussulo.
O objectivo continua a ser o mesmo, aproximar a rádio das comunidades, dando voz às preocupações da população e espaço para as autoridades locais apresentarem os principais projectos em curso.
Os populares entrevistados aos nossos microfones falam de melhorias no fornecimento de energia, segurança pública, mas apontam a escassez de água potável, mau estado de algumas vias de acesso, pouca aposta no sector da educação como alguns dos principais problemas que afectam o município.
Quando entrevistamos o cidadão Florêncio Armando, que levava o seu filho à escola, revelou-nos que prefere enfrentar longas distâncias para conseguir escolas que ofereçam qualidade para o seu filho. Para ele, no seu município, a educação precisa de mais investimentos desde aumento de infra-estruturas, melhorias de condições nas salas de aulas e aumento de docentes.
Florêncio disse que em épocas chuvosas, a situação torna-se ainda mais crítica por conta das águas que inundam algumas infra-estruturas.
“Aqui no Kilamba Kiaxi debatemos com grande problema da falta de escolas, as escolas que estão aqui encontram-se precária por falta de carteiras e os professores faltam muito”, afirmou.
Enquanto radiografávamos o município, vários cidadãos movimentavam-se de um lado para outro a procura do líquido precioso. A carência da água no Kilamba Kiaxi faz-se sentir em alguns municípios. Por conta desta limitação, os utentes têm apenas duas alternativas, percorrer para outros bairros e comprar por 100 kwanzas cada bidon de 25 litros, ou esperar os fornecedores das famosas kupapatas e comprar a mesma quantidade no valor de 100 kwanzas.
Essa escassez, segundo o cidadão Domingos André, é já do conhecimento das autoridades, por isso, espera que seja resolvida com maior brevidade possível.
Pelo sector da saúde, os residentes naquele município disseram que há escassez de medicamentos, falta de atendimento humanizado e precisam muitas vezes enfrentar longas filas para verem resolvidas as suas preocupações.
O problema do saneamento básico persiste no município, a falta de esgotos nas ruas tem obrigado as famílias a depositar a água em lugares impróprios.
Domingos António Miguel mostrou a fotografia do Kilamba Kiaxi, desde os anos 1992. Para ele, os mais de 30 anos nos municípios são reflectidos em melhorias em vários sectores.
“Há muita diferença, porque quando eu cheguei aqui tudo isso era quase lixo”, frisou.
Continuou dizendo que em termos de atendimento nos serviços públicos, não há burocracia nem demora. Apesar de reconhecer os avanços, este cidadão entende que o governo pode fazer mais pelo seu município por ser este histórico e um dos populosos da cidade capital.
Ouvidas as principais preocupações que afectam a população, no espaço do programa Capital Central ainda naquele município, as autoridades responderam sobre os projectos em carteira.
A directora municipal de Energia e Água, revelou que a energia, a nível do município, tem um abastecimento de 94 por cento, enquanto que a água tem abastecimento de 42 por cento.
A carência da água, de acordo com Bem-Vinda Esgueira, deve-se ao centro de distribuição construído nos anos 80 que limita o fornecimento nos 100 por cento e actualmente precisa de manutenção nos equipamentos e reabilitação na estrutura.
“A administração tem estado a trabalhar no sentido para conseguirmos dar água aos munícipes, temos também nossos projectos alguns ainda em execução e outros já terminados”, assegurou.
E com vista a reduzir as longas filas nos hospitais, Alexandrina Fernandes, directora municipal da Saúde, avançou que está em curso a construção do hospital municipal do Kilamba Kiaxi, já com 80 por cento de execução física. Actualmente, o município conta com 14 unidades sanitárias de referência na província e no país.


