Portugal financia projecto de cooperação entre Argentina e Angola

A segunda edição do Fundo de Cooperação Triangular Portugal - América Latina - África, criado e financiado pelo Governo português e gerido pela Secretaria de Estados Ibero-americanos (SEGIB), vai desenvolver cinco projectos que envolvem 23 instituições.
A seleção coube à SEGIB e ao Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., entidade através da qual Portugal financia este fundo, dotado com milhão de euros em cada uma das edições.
Os projetos seleccionados este ano "abrangem seis áreas prioritárias da agenda de cooperação birregional: educação, saúde, alterações climáticas, segurança alimentar, transformação digital e desenvolvimento económico, com especial enfoque na criação de emprego para os jovens e na formação profissional", segundo o comunicado divulgado pela SEGIB.
"Cultivando o Futuro" foi o quarto projeto seleccionado e tem como objectivo a cooperação "para a segurança alimentar e o desenvolvimento territorial entre o Governo da Província de Buenos Aires, o Governo da Província do Namibe (Angola) e Portugal".
Outro dos projectos, com o nome "TILANUTRI", está relacionado com "aquacultura sustentável para a segurança alimentar e nutricional no norte de Moçambique, que conta com a participação de instituições do Peru, Portugal, Brasil e Colômbia".
Já o "Atlântico SARG" é "um sistema integrado de monitorização ambiental" promovido por Portugal, México e Cabo Verde, e o "Cooperação TriDigital" é uma iniciativa "que avalia o grau de maturidade digital da modernização administrativa nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)", com a participação de Portugal, Argentina, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
Por fim, "Optimização da Capacidade Diagnóstica de Tumores Hematológicos em Moçambique" é um projecto na área da saúde "destinado a reforçar a capacidade analítica para o diagnóstico de tumores hematológicos em Moçambique, com a participação do Brasil, Moçambique e Paraguai".
Na primeira edição, este fundo selecionou e financiou seis projectos, que terminaram este ano, e em que participaram 11 países: sete membros da SEGIB (Brasil, Portugal, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e México) e quatro africanos (São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Cabo Verde).
O objectivo do fundo é financiar projectos de cooperação entre a América Latina e países africanos de língua portuguesa, focados em áreas como a educação, saúde, alterações climáticas, segurança alimentar, transformação digital e desenvolvimento económico, com especial enfoque no emprego jovem e na formação profissional, segundo a SEGIB.
A criação deste fundo foi anunciada em 2023 pelo então primeiro-ministro português, António Costa, na 28.ª Cimeira Ibero-Americana, em Santo Domingo, República Dominicana, coincidindo com a adesão como observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) à comunidade ibero-americana.
O actual Governo, liderado Luís Montenegro, anunciou em Fevereiro deste ano a continuidade do fundo e nova dotação de um milhão de euros para a segunda edição.



