Os professores do município da Quibala, província do Cuanza-Sul, estão em greve desde esta terça-feira, 8, em protesto contra o alegado atraso no pagamento dos retroactivos do subsídio de zona recôndita.
A paralisação ocorre uma semana depois do início do ano lectivo 2026/2027 em todo o país e afecta o normal funcionamento das aulas no município.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o secretário provincial do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), Manuel Kalumbo, explicou que a greve resulta do incumprimento de compromissos relacionados com o pagamento dos valores em atraso aos docentes que trabalham em zonas consideradas recônditas.
Segundo o sindicalista, antes da implementação da nova divisão administrativa, sete municípios do Cuanza-Sul beneficiavam do subsídio de zona recôndita. Com a retoma do processo, foram identificados valores referentes a retroactivos que continuam por liquidar.
Manuel Kalumbo afirma que o levantamento dos valores em dívida já foi realizado, mas os professores continuam sem uma previsão concreta para o pagamento.
O responsável aponta ainda a falta de diálogo e o incumprimento de promessas como factores que contribuíram para o agravamento da insatisfação entre os professores.
“Perderam a paciência de esperar e avançaram para esta medida de greve para exigir o cumprimento deste compromisso”, afirmou.
O secretário provincial do SINPROF acrescentou que a situação tem gerado desgaste entre os docentes, que decidiram recorrer à greve como forma de pressionar as autoridades locais a encontrar uma solução para as reivindicações apresentadas.
A paralisação na Quibala acontece numa altura em que o sector da Educação enfrenta outros desafios, incluindo as condições de trabalho dos professores e a necessidade de garantir o normal funcionamento das escolas no novo ano lectivo.
Até ao momento, as autoridades do Cuanza-Sul não apresentaram publicamente uma posição sobre a greve e as reivindicações dos professores da Quibala.



