Moçâmedes - O jornalista Alberto Moisés Bernardo, da Televisão Pública de Angola (TPA), venceu sábado, em Moçâmedes, o Grande Prémio de Jornalismo 2026 da província do Namibe.
Moçâmedes - O jornalista Alberto Moisés Bernardo, da Televisão Pública de Angola (TPA), venceu sábado, em Moçâmedes, o Grande Prémio de Jornalismo 2026 da província do Namibe.
O profissional concorreu com uma reportagem intitulada “Serra das Neves: Contraste entre o Acesso e a Beleza”.
Na categoria de Imprensa, o prémio foi atribuído a Vanilson Yuri Pedro António, do Jornal de Angola, pela peça “Preservação das Furnas da Torre do Tombo”.
Em Fotojornalismo, venceu Jeovany Cola, igualmente do Jornal de Angola, com o trabalho “Dança Folclórica do Município do Virei”.
Na categoria de Rádio, o vencedor foi Elias Guito, da Rádio Namibe, afecta ao Grupo Rádio Nacional de Angola, com a peça “Regresso de Turistas Angolanos após 52 Anos nos Estados Unidos da América”.
A distinção foi entregue durante a Gala do Prémio dos Jornalistas do Namibe, referente ao período 2025-2026, que visa reconhecer o mérito, a qualidade e o profissionalismo do pessoal da comunicação social da província.
Na abertura do evento, o director do Gabinete Provincial da Comunicação Social, José Mário, destacou a importância da iniciativa para a valorização do talento, da investigação e da qualidade do trabalho jornalístico.
O responsável apelou aos profissionais da comunicação social para manter o compromisso com a ética, o rigor, a responsabilidade e a verdade, apesar das dificuldades enfrentadas no exercício da profissão.
Reconheceu que a falta de equipamentos, as limitações técnicas e a insuficiência de meios de trabalho condicionam a actividade jornalística, mas defendeu que esses constrangimentos não devem comprometer os princípios fundamentais da profissão.
José Mário salientou ainda que o valor de um jornalista deve ser avaliado pela credibilidade, pela procura da verdade e pelo impacto do seu trabalho na sociedade, e não apenas pelos prémios conquistados.
Incentivou, por isso, os profissionais que não foram distinguidos a continuarem a investir na investigação e na melhoria da qualidade dos conteúdos.
O responsável destacou igualmente a necessidade de reforçar a união, a solidariedade e a cooperação entre os profissionais e os órgãos de comunicação social, promovendo uma competição saudável e o reconhecimento mútuo.
Defendeu, por outro lado, uma comunicação social cada vez mais qualificada e comprometida com o interesse público, capaz de divulgar as potencialidades da província, acompanhar os desafios das comunidades e contribuir para a identificação de soluções.
A presente edição do também designado Prémio Welwitschia de Jornalismo contou com a participação de oito jornalistas, que submeteram 15 trabalhos, nas categorias de Rádio, Televisão e Imprensa Escrita.LMZ/FA/ACC




