O Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde em Angola (P180631), do Ministério da Saúde, já alcançou 19.482 profissionais, correspondentes a 51,3% da meta global de 38 mil beneficiários directos previstos até 2028.
Os dados foram apresentados durante o acto de acolhimento e despedida de novos bolseiros, realizado na sexta-feira, em Luanda, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.
No âmbito do projecto, implementado pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS), 21 profissionais de saúde foram seleccionados para prosseguir formação no Brasil e em Portugal, em áreas consideradas prioritárias para o reforço da capacidade do Sistema Nacional de Saúde.
A iniciativa prevê formar 38 mil profissionais de saúde através de diferentes modalidades, entre as quais cursos de curta e longa duração, especializações, residências, fellowships, mestrados e doutoramentos.
A aposta na formação enquadra-se na estratégia do Ministério da Saúde de reforçar a capacidade nacional de resposta e garantir maior sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde. Sob orientação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, a qualificação dos recursos humanos constitui uma das componentes essenciais para o fortalecimento dos serviços e a melhoria da assistência à população.
Durante a cerimónia, o coordenador e gestor técnico da UIP-PFRHS, Job Monteiro, defendeu que a formação dos profissionais deve ser encarada como um investimento estratégico que ultrapassa o benefício individual de cada bolseiro.
“Temos uma esperança grande nos colegas porque, ao voltarem, não serão as mesmas pessoas, independentemente do tempo de formação que vão fazer nas instituições, cidades ou países onde forem. Virão diferentes, com dupla responsabilidade de melhorar a qualidade dos serviços onde estão inseridos, mas também de serem replicadores”, afirmou.
Segundo o responsável, embora parte dos profissionais seja formada no exterior, a maioria das acções decorre em Angola, através de modalidades presenciais e mistas.
Job Monteiro sublinhou que os profissionais enviados para instituições estrangeiras deverão regressar ao país preparados para aplicar os conhecimentos adquiridos e contribuir para a capacitação de outros quadros.
No Brasil, estão previstas formações em Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto e Santa Maria. Entre as instituições de acolhimento encontram-se a Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade Federal de Santa Maria, a Faculdade São Leopoldo Mandic e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.




