Mais de 250 jovens da província do Bengo concluíram, com aproveitamento, o curso base de jornalismo comunitário, a fim de acompanhar o quotidiano das comunidades e produzir conteúdos sobre os principais problemas da população, acontecimentos e histórias da região.
Durante 12 meses, os formandos abordaram diversas matérias, com destaque para a Teoria da Comunicação, Ética e Legislação, Redacção Jornalística e Jornalismo Digital.
Em declarações à imprensa, o coordenador do projecto da Associação Cívica Uyele, Rafael Morais, informou que a iniciativa visa promover a liberdade de expressão e de imprensa nas zonas periféricas, assim como incentivar os cidadãos a identificar os problemas que afligem as comunidades.
Rafael Morais explicou que a Uyele não pretende ser a voz das comunidades, mas, o jornalismo comunitário pode funcionar como instrumento de mediação entre as populações e as instituições públicas.
O responsável sublinhou, também, que a organização pretende reforçar a cooperação com as instituições, sobretudo no que diz respeito à abertura das fontes de informação.
“O acesso às fontes é fundamental para que os jovens jornalistas possam recolher informações com maior rigor e dar resposta às preocupações das comunidades, pois o princípio também está relacionado com a liberdade de expressão e de imprensa, uma vez que jornalistas e cidadãos precisam de acesso a fontes e dados para compreender melhor os acontecimentos”, salientou.




