O reajuste salarial e a melhoria das condições de trabalho continuam no centro das reivindicações dos Oficiais de Justiça de Angola, que mantêm a intenção de avançar para uma nova paralisação na próxima semana.
O Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA) decidiu adiar a retoma da greve, inicialmente marcada para esta segunda-feira, 17, depois de considerar não estarem ainda reunidos todos os pressupostos legais para o início da paralisação.
Em declarações este domingo à Rádio Correio da Kianda, o 1.º secretário da Comissão Sindical, Joaquim de Brito Teixeira, explicou que o sindicato aguarda por um pronunciamento do Ministério da Justiça sobre as reivindicações apresentadas pela classe.
Segundo o sindicalista, o SOJA entregou a documentação necessária ao Ministério, mas não recebeu, até ao momento, uma resposta nem indicação de um representante para tratar das matérias levantadas.
A greve deverá agora ser retomada na próxima semana e prolongar-se até 7 de Setembro, caso não sejam alcançados entendimentos entre as partes.
Entre as principais reivindicações dos Oficiais de Justiça estão o reajuste salarial e a melhoria das condições de trabalho, questões que o sindicato considera fundamentais para o funcionamento adequado do sector.
A nova paralisação surge depois de uma primeira greve de 13 dias realizada no final do ano passado. O SOJA considera que aquela fase teve uma adesão significativa e denuncia alegadas ameaças e perseguições contra funcionários que participaram no movimento.
O sindicato acusa ainda alguns departamentos de recursos humanos de terem recolhido nomes de trabalhadores grevistas, alegadamente para criar constrangimentos ao exercício do direito à greve.
Com o adiamento, os Oficiais de Justiça dão mais uma semana ao Executivo para apresentar respostas às reivindicações, mantendo, contudo, a possibilidade de avançar com a paralisação caso não haja evolução nas negociações.



