Regina Ngunza aponta falhas na comunicação do Governo do Icolo e Bengo e alerta para riscos institucionais

A Assessora de imprensa angolana Regina Ngunza, fez duras críticas ao comunicado recentemente divulgado pelo Governo Provincial do Icolo e Bengo nas redes sociais, alertando para falhas que, segundo defende, comprometem seriamente os princípios básicos da comunicação institucional.
Numa análise pública, Regina Ngunza considerou preocupante o distanciamento do texto em relação às normas que regem a comunicação oficial do Estado. De acordo com a especialista, o comunicado apresenta graves problemas de estrutura, linguagem e forma, sendo redigido como se fosse um posicionamento individual e não de uma entidade governamental.
“Não há introdução clara, não há contextualização adequada, nem um fecho institucional que oriente ou esclareça o cidadão”, apontou Regina.
Para além da forma, a Assessora destacou o tom adoptado, que classificou como inadequado para uma instituição pública. Segundo Regina, o Estado não deve reagir de forma emocional, acusatória ou defensiva, nem dialogar com comentários de redes sociais como se fosse um utilizador comum.
“O papel da comunicação governamental é informar, esclarecer e corrigir, nunca confrontar ou demonstrar irritação. Quando isso acontece, perde-se autoridade e abre-se espaço para mais ruído, desinformação e descrédito”, alertou.
A especialista frisou que a comunicação institucional vai muito além da imagem pública, por ser um pilar da credibilidade do Estado e da confiança dos cidadãos. Por isso, considera alarmante que um órgão governamental utilize plataformas digitais para divulgar um comunicado que, na sua visão, se assemelha mais a um desabafo pessoal do que a uma posição oficial.
Regina Ngunza, reconheceu que o tema abordado no comunicado sobre a confusão recorrente entre a província do Icolo e Bengo e a do Bengo, é legítimo e merece esclarecimento público. No entanto, defende que isso deveria ter sido feito com objectividade, serenidade institucional e rigor técnico.
“Um texto mal escrito, com erros ortográficos e conceitos confusos, não resolve o problema. Pelo contrário, agrava-o”, sublinhou.
A Regina lembrou ainda que o uso das redes sociais não diminui o peso institucional da palavra do Estado. Um comunicado publicado no Facebook ou Instagram continua a ser um documento oficial e deve obedecer às mesmas regras de responsabilidade, clareza e profissionalismo.
“Comunicar bem não é apenas proteger a imagem do governo, é respeitar o cidadão. Informação clara e bem estruturada é um direito público e um dever do Estado”, concluiu.


