Luanda - Duas mortes por varíola dos macacos foram registadas pelas autoridades sanitárias de Cabinda, revelou, esta quarta-feira, o secretário provincial da Saúde, Ruben de Fátima Buco.
Ruben Buco, que falava à imprensa depois da reunião da Comissão Provincial de Prevenção e Combate à Varíola de Macacos e Ébola, orientada pela governadora Suzana de Abreu, adiantou que a segunda morte atingiu um cidadão nacional de 37 anos de idade, residente no município de Cabinda e portador de uma infecção crónica.
Adiantou que o mesmo sofria de outras complicações de saúde e não resistiu a doença de Mpox.
A primeira morte registou-se, sexta-feira última, envolvendo uma paciente de 46 anos, que internou com outras complicações, tendo sido diagnosticada com uma doença infecciosa crónica, e não resistiu às complicações da varíola de macacos.
A província de Cabinda tem registados 381 casos notificados, dos quais 264 positivos, 37 internados, 225 altas hospitalares e duas mortes.
Decorre, desde terça-feira última, na província de Cabinda, uma campanha de vacinação contra a varíola de macacos, que prevê vacinar, durante cinco dias, cerca de 30 mil cidadãos, com envolvimento de 25 equipas, compostas por 174 técnicos de saúde.
Ruben Buco reiterou a necessidade de as populações procurarem as unidades sanitárias mais próximas, em caso de sintomas como febre, dores no corpo e o aparecimento de lesões cutâneas para permitir o diagnóstico rápido da doença.
Garantiu que as autoridades sanitárias e outras instituições afins continuam a implementar medidas de prevenção muito rigorosas, sobretudo ao longo das zonas fronteiriças com o Congo e a RDC, no sentido de se evitar a propagação do vírus.
O secretário provincial da Saúde anunciou, esta segunda-feira, o encerramento de várias hospedarias que não reúnem condições de higiene.
Ruben de Fátima Buco disse que a medida visa reforçar os trabalhos em curso para fazer o corte da cadeia de transmissão da varíola de macacos na região.
Reconheceu existirem em Cabinda vários hotéis, pensões e outras unidades similares que reúnem condições normais de funcionamento, daí que as medidas de fiscalização para o encerramento temporário só abrangerem as que estão a margem das medidas de segurança.



