O Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) regista anualmente mais de 500 novos casos de cancro da mama. Deste total, cerca de 90 por cento dos doentes chegam à unidade hospitalar em estágios muito avançados da doença.
O alerta foi feito ontem, em Luanda, pela directora clínica da instituição, Isabel Cândido, durante a abertura das jornadas do Outubro Rosa.
A médica classificou a realidade do país como preocupante. Segundo explicou, o diagnóstico tardio limita severamente as hipóteses de cura, forçando as equipas a adoptar tratamentos paliativos focados no controlo dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
“Este cenário reforça a urgência de intensificar as campanhas de consciencialização, levando a informação ao maior número de pessoas para incentivar a procura precoce pelos serviços de saúde”, sublinhou.
Para reverter o actual quadro, o IACC tem fortalecido parcerias com a sociedade civil e os órgãos de comunicação social, considerados pilares fundamentais para expandir o alcance da prevenção.
Isabel Cândido alertou ainda para uma mudança no perfil dos pacientes: embora o cancro da mama seja mais frequente a partir dos 40 anos, a instituição tem diagnosticado cada vez mais jovens, inclusive na faixa etária dos 20 anos. O acto foi também prestigiado pela directora nacional dos Hospitais do Ministério da Saúde, Francisca Kifica, que reiterou o compromisso do departamento ministerial em alargar as acções de prevenção e rastreio precoce em todo o território nacional.




