Moradores de alguns bairros dos municípios da Maianga, Samba, Viana e Camama, província de Luanda, estão, desde sexta-feira última, privados do abastecimento de água potável, devido a uma rotura registada, no dia 24 deste mês, na Conduta de Transporte de Água Bruta da Estação de Tratamento de Casseque para Luanda Sudeste.
Em declarações ao Jornal de Angola, o director do Gabinete de Comunicação, Marketing e Relações Institucionais da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), Vladmir Bernardo, informou que, em função dos trabalhos de intervenção técnica, o abastecimento normal de água pode ser reposto até amanhã, nas localidades afectadas.
O porta-voz explicou que, em consequência de uma rotura na canalização, a Estação de Tratamento de Água de Luanda encontra-se a operar a abaixo da sua capacidade instalada, provocando uma redução significativa de produção.
Execução dos trabalhos
De acordo com Vladmir Bernardo, para permitir a reparação dos equipamentos de forma célere e em condições adequadas, a empresa pública viu-se forçada a paralisar, temporariamente, o funcionamento das Estações de Cassaque e Luanda Sudeste.
Segundo o responsável, durante o período de intervenção, o abastecimento de água potável está condicionado nas zonas do Golfe, Palanca, Bairro Popular, Terra Nova, Alvalade, Cassequel, Mártires do Kifangondo, Rocha Pinto e Cassenda.
A avaria na conduta adutora, explicou, afecta, igualmente, as famílias das localidades da Sagrada Esperança, Prenda, Chicala, Praia do Bispo, Kinanga, Correia, Corimba, Sapu, Capalanga, 4 de Abril, Progresso, Jardim de Rosas, do Éden e Simione.
Estão ainda privados do abastecimento de água potável as zonas do Benfica, Gamek, Bairro Huambo, Morro Bento, Inorade e o Condomínio Vida Pacífica, em Icolo e Bengo, de acordo com o porta-voz da EPAL.
Projecto Quilonga Grande
Segundo o responsável, o Projecto Quilonga Grande (Sistema 5), uma das mais importantes infra-estruturas hídricas de Angola, cujas obras foram recentemente avaliadas pelo Presidente da República, João Lourenço, está com um grau de execução física satisfatória.
Vladmir Bernardo afirmou que, após a sua conclusão e entrada em funcionamento, em Dezembro deste ano, de acordo com os prazos contratuais, a infra-estrutura vai beneficiar cerca de cinco milhões de habitantes das províncias de Luanda e do Icolo e Bengo.
O Projecto Quilonga Grande (Sistema 5), informou, terá capacidade para produzir 518 mil metros cúbicos de água por dia, beneficiando os habitantes de Cacuaco, Viana e Mulenvos, na província de Luanda, além de localidades como Cabiri, Sequele, Bom Jesus e Catete, na província do Icolo e Bengo.




