O secretário de Estado para o Interior apelou ontem, em Luanda, aos líderes e gestores institucionais para que prestem maior atenção a saúde mental dos efectivos e reforcem os mecanismos de prevenção ao suicídio.
Arnaldo Carlos que presidia uma mesa redonda dedicada à saúde mental que decorreu sob o lema “A força por trás da farda: Cuidar de quem protege”, disse ser necessário que se actue cada vez mais, com seriedade, humanidade e responsabilidade institucional a fim de dar acesso e apoio adequado a um efectivo em situação de sofrimento emocional.
O secretário de Estado sublinhou que a exigência da missão policial e de segurança não pode significar o isolamento do efectivo perante o sofrimento psicológico, pelo o contrário, é um sinal de alerta que exige resposta profissional, humanidade e sentido de responsabilidade institucional”.
Arnaldo Carlos lembrou que por trás de cada uniforme existe uma pessoa confrontada com elevados níveis de responsabilidade, risco, pressão profissional e exposição a acontecimentos potencialmente traumáticos e que deve ser sempre acolhido, quer pela instituição que trabalha, quer pela sociedade.
A ocorrência de suicídios nas fileiras dos órgãos do Ministério do Interior não deve ser tratada como um assunto estritamente privado, uma falta de coragem ou uma questão puramente disciplinar.
Reflexão
O secretário de Estado, desafiou os participantes a transformar a reflexão do encontro em acções concretas visto que, a prevenção começa na liderança.
“Saber ouvir sem humilhar, observar sem estigmatizar, orientar sem julgar e encaminhar sem burocracia os efectivos que manifestem vulnerabilidade”, realçou.
Arnaldo Carlos destacou, igualmente, o programa “Cuidar Mais”, uma iniciativa do Ministério do Interior (MININT), como um compromisso contínuo para garantir que os serviços de apoio sejam acessíveis, discretos e eficazes.
A atenção à saúde mental, frisou, não se deve cingir às datas do “Setembro Amarelo”, mas constituir uma prática permanente de valorização do capital humano.




