Lubango- Catorze mil 173 candidatos, dos 43 mil 430 inscritos para Concurso Público de Ingresso Externo de no sector da Saúde na província da Huíla foram admitidos para o exame, que acontece de 21 a 24 deste mês, na cidade do Lubango.
Lubango- Catorze mil 173 candidatos, dos 43 mil 430 inscritos para Concurso Público de Ingresso Externo de no sector da Saúde na província da Huíla foram admitidos para o exame, que acontece de 21 a 24 deste mês, na cidade do Lubango.
A província tem 361 vagas em diversas áreas, que serão alocadas no Hospital Materno- infantil da Huíla, em construção na zona da Eywa, no município do Lubango.
O facto foi dado a conhecer, esta quarta-feira, à imprensa, pela chefe do Departamento de Estatística, Planeamento e Recursos Humanos do Gabinete Provincial da Saúde, Elizabeth José, ao referir que os candidatos vão fazer os exames nos institutos superiores politécnicos Gregório Semedo (IGS), Independente (ISPI), da Huíla (IPH), na Faculdade de Medicina e em algumas escolas do ensino secundário na Centralidade da Quilemba.
Assegurou que as condições estão criadas e os candidatos deverão prestar atenção ao portal que traz a informação já disponível, para além de levar para o exame essa segunda ficha após avaliação das reclamações.
Disse que os concorrentes e devem chegar uma hora antes para não criar embaraços no processo, acompanhados pelo Bilhete de Identidade.
Explicou que a classe com maior número de candidatos é de apoio hospitalar, com um total de nove mil 995, que farão o exame no terceiro dia, razão pela qual devem visitar a escolas com alguma antecedência para não falhar no dia exacto.
Disse que durante o processo receberam oito mil 424 reclamações analisadas e 29 mil 257 invalidadas por várias razões.
Segundo a responsável, houve casos em que após a reclamação o candidato entrou para o portal, reclamou, reviram o processo e ficou na situação de validade, houve tais situações, porém é aquelas que também continuaram em invalidade.
Afirmou que o processo de avaliação de candidaturas exigiu uma análise minuciosa, na qual os validadores invalidaram os processos com base em opções pré-definidas no próprio portal e entre os principais motivos estiveram erros graves dos candidatos, como a submissão de documentos.
A título de exemplo, apontou as coordenadas bancárias no lugar do certificado, ficheiros completamente ilegíveis ou caducados, falta de certificação pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) para estudos feitos fora de Angola e a inclusão de fotografias informais.
Disse que alguma falta de seriedade e literacia de alguns candidatos evidenciada até em reclamações inapropriadas, contrastando-os com perfis organizados e comprometidos, ao mesmo tempo que ressalta que a equipa procurou atenuar os critérios para evitar um volume excessivo de exclusões.
Referiu que com um volume superior a 43 mil processos para apenas 20 técnicos, daí que o Gabinete Provincial da Saúde reconhece que a elevada carga de trabalho pode dar origem a falhas humanas durante a validação, razão pela qual, a fase de reclamações assumiu um papel crucial, para exigir uma reanálise detalhada e individual de cada documento contestado.
“O objectivo final foi corrigir eventuais falhas cometidas pela equipa e garantir um processo justo, transparente e assente em padrões de organização e responsabilidade para todos os concorrentes”, reforçou.
Fez saber que dos mais de 43 mil inscritos até antes da reclamação haviam já validado 12 mil 744 candidatos distribuídos em várias categorias para o exame que acontece ainda no mês em curso.
Disse que o processo foi feito de forma automatizada, sem necessidade dos candidatos se deslocarem até à Direcção Provincial da Saúde.
Quanto à necessidade, Elizabeth José disse que os nove novos municípios são os que mais apresentam carências de profissionais do sector, a par dos outros que também precisam de reforço de pessoal, uma carência conjuntural a nível do país.
“Neste momento estamos a actualizar o planeamento, mas até ao princípio do ano em curso precisávamos de perto de seis mil novos profissionais, nem sequer resolveria na totalidade, mas para minimizar. Temos nove novos municípios que são um desafio grande em termos de recursos humanos a nível da saúde”, explicou.
A província da Huíla com uma população estimada em 3,3 milhões de habitantes, tem uma rede sanitária composta por 317 unidades, distribuídas pelos 23 municípios, num total de cinco mil 264 profissionais. JT/EM/ALH




