Lubango - O Gabinete Provincial da Saúde da Huíla está apostar na formação de técnicos, na dinamização dos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) e no reforço da vigilância comunitária, para responder, de forma eficaz, a eventuais casos de Mpox.
Lubango - O Gabinete Provincial da Saúde da Huíla está apostar na formação de técnicos, na dinamização dos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) e no reforço da vigilância comunitária, para responder, de forma eficaz, a eventuais casos de Mpox.
A província registou, até ao momento, duas notificações suspeitas da doença nos municípios dos Gambos e da Palanca, com as amostras enviadas para Luanda, para fazer o despiste, segundo o director do Gabinete Provincial da Saúde, Paulo Luvangamo.
Em declarações à imprensa, esta segunda-feira, afirmou que o caso dos Gambos foi negativo e se tratou de um confirmado de varicela e aguardam pelos resultados laboratoriais da segunda colheita para o respectivo despiste.
Disse estarem a desenvolver um plano de contingência há mais de quatro meses para responder à doença.
Afirmou que dentro do referido plano, já foram capacitados 73 profissionais de saúde formação especializada sobre o diagnóstico e manejo de Mpox e Ébola, um ciclo de capacitação que vai continuar nas várias unidades sanitárias para uniformizar o protocolo de tratamento sintomático, por se tratar de uma doença viral.
Frisou que o plano de contingência para responder a eventuais casos de Mpox foca-se na preparação preventiva das equipas médicas e na distribuição de materiais hospitalares pelas unidades sanitárias dos municípios.
Paulo Luvangamo disse que os CTC vão ser usados para tratar a Mpox, com foco no alívio dos sintomas e no controlo de complicações, onde a hidratação adequada é essencial no processo.
Sublinhou que, embora a Huíla tenha capacidade de resposta inicial instalada, o bloqueio à transmissão da doença depende do reforço das medidas preventivas no ambiente familiar.
Recomendou a higienização rigorosa e frequente das mãos com água e sabão, a desinfecção de habitações e o distanciamento físico estrito de qualquer indivíduo com sintomas da doença, de como evitar a partilha de utensílios e roupa de uso pessoal.
Reforçou o apelo à vigilância comunitária permanente, com a sensibilização dos cidadãos a alertarem as autoridades perante indivíduos com histórico de viagem recente com sinais de febre, dores no corpo, fraqueza, caroços no pescoço ou erupções cutâneas com depressão central (borbulhas com um buraquinho no meio).
Sem nenhum caso confirmado de Mpox, a província da Huíla tem CTC nos 23 municípios .
A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa viral causada pelo "mpox vírus" que provoca febres, gânglios inchados e erupções cutâneas.
Até 10 deste mês, Angola registou 442 casos positivos da doença, dos quais dois resultaram em morte. Os casos foram notificados em 11 das 21 províncias do país, no período entre 16 de Novembro de 2024 e 05 de Setembro de 2026, sendo quatro em 2024, seis em 2025 e 432 em 2026.
Trezentos e 14 casos foram registados na província de Cabinda e 91 na do Moxico Leste, consideradas as duas mais afectadas pela infecção viral no país. Os óbitos, um em Cabinda e outro no Uíge.
No País existem, actualmente, 16 casos activos, internados e em acompanhamento pelas autoridades de saúde, enquanto 186 contactos de casos confirmados permanecem em isolamento e em seguimento. EM/ALH




