“Saúde preventiva pode diminuir mortes e pressão sobre hospitais”, defendem especialistas

A aposta na saúde preventiva pode reduzir o número de mortes e aliviar a pressão sobre as unidades hospitalares em Angola. A posição é defendida por especialistas do sector, que sublinham a necessidade de reforçar políticas de prevenção como estratégia central para melhorar os indicadores de saúde pública.
O especialista em Saúde Pública e Gestão Hospitalar, Jeremias Agostinho, afirma que o reforço da prevenção permitiria reduzir significativamente a procura pelos serviços hospitalares, ao mesmo tempo que contribui para a deteção precoce de doenças e para a melhoria da qualidade de vida da população.
Na sua análise, o especialista considera que um sistema de saúde mais orientado para a prevenção tende a ser mais eficiente e sustentável, reduzindo a sobrecarga das unidades sanitárias.
Por sua vez, o presidente do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, Adriano Manuel, defende que o sistema de saúde angolano necessita de reformas estruturais profundas para responder de forma mais eficaz aos desafios actuais.
O responsável sindical sublinha que a melhoria das condições de trabalho, o reforço das unidades hospitalares e a valorização dos profissionais de saúde são medidas essenciais para garantir uma resposta mais adequada às necessidades da população.



