Lubango – A chefe do Departamento de Saúde Pública da Huíla, Kama Sandra Chimuco, defendeu, esta segunda-feira, no Lubango, o reforço da informação e da educação sexual, para prevenir comportamento de riscos, com foco no respeito pela dignidade humana.
Lubango – A chefe do Departamento de Saúde Pública da Huíla, Kama Sandra Chimuco, defendeu, esta segunda-feira, no Lubango, o reforço da informação e da educação sexual, para prevenir comportamento de riscos, com foco no respeito pela dignidade humana.
A responsável, que falava por ocasião do Dia Mundial da Saúde Sexual, que se assinala a 4 de Setembro, afirmou que Angola possui uma população essencialmente jovem, facto que coloca a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes e jovens entre as prioridades do Sistema de Sanitário.
Apontou a gravidez na adolescência, o VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis como alguns dos principais desafios, associados às dificuldades de acesso à informação, ao diálogo entre pais e filhos, às desigualdades de género, à violência e à coerção.
Referiu que a saúde sexual acompanha as pessoas ao longo de toda a vida e abrange adolescentes, jovens, adultos, casais, pessoas que pretendem ter filhos e que necessitam de apoio para planear a sua vida reprodutiva.
"Inclui o atendimento de pessoas com infecções sexualmente transmissíveis, infertilidade, dificuldades na vida sexual, situações de violência ou outras questões relacionadas com a sexualidade" - reforçou.
Afirmou que esta realidade apresenta características distintas, devido à extensão territorial da província e à existência de comunidades urbanas, periurbanas e rurais, com diferentes contextos socioculturais e níveis de acesso à informação e aos serviços de saúde.
Face a essa situação, defendeu a adopção de estratégias ajustadas às características de cada comunidade, com uma abordagem integrada entre os diferentes programas de saúde.
No âmbito do programa de Saúde Escolar, referiu, o sector procura levar informação científica adequada à idade dos adolescentes e jovens, criar espaços seguros para esclarecimento de dúvidas, prevenir riscos e desenvolver competências para decisões responsáveis.
Sinalizou o programa de Saúde da Mulher e da Criança, que integra a componente de saúde sexual e reprodutiva, com serviços de aconselhamento, planeamento familiar, contracepção e cuidados pré-concepcionais.
Quanto ao VIH e às outras infecções sexualmente transmissíveis, considerou fundamental reforçar a prevenção e facilitar o acesso à testagem, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
Realçou a redução do medo, do estigma e do julgamento que ainda afastam algumas pessoas dos serviços de saúde.
Kama Chimuco considerou importante o programa de Promoção da Saúde, com vista ao reforço da informação sobre saúde sexual nas comunidades, com base científica e respeito pelos diferentes contextos socioculturais.
Alertou para a relação entre saúde sexual e saúde mental, uma vez que situações como gravidez não planeada, infecções, violência, relações abusivas, estigma e dificuldades na vida sexual podem afectar o bem-estar emocional.
Sublinhou que a responsabilidade pela saúde sexual e reprodutiva deve envolver homens e rapazes, mulheres e raparigas, famílias, escolas, comunidades e serviços de saúde.
Apontou o reforço da educação sobre prevenção, respeito, consentimento e responsabilidade, como elementos fundamentais para relações saudáveis e seguras.
Considerou que a saúde sexual não se resume à ausência de doenças, mas inclui informação, prevenção, acesso aos cuidados, relações saudáveis, respeito, segurança, saúde mental e dignidade.
Reafirmou o compromisso do Departamento de Saúde Pública em incentivar a população a procurar os serviços de saúde sem receio de julgamento, independentemente da idade ou condição social.
Para Kama Sandra Chimuco, uma população informada contribui para famílias mais saudáveis, comunidades mais protegidas e uma sociedade capaz de promover saúde, segurança e dignidade.
A data internacionalmente reconhecida para o Dia Mundial da Saúde Sexual é 4 de Setembro.
A efeméride foi criada pela World Association for Sexual Health (WAS) em 2010, sob a liderança da então presidente da organização, Rosemary Coates.
A primeira edição teve como lema “Let’s talk about it”, com o objectivo de promover o diálogo sobre sexualidade, reduzir tabus e reforçar a consciência sobre saúde e direitos sexuais.
Dia Mundial da Saúde Sexual +1 Origem da data. A WAS, organização internacional que reúne profissionais e instituições ligadas à saúde sexual, instituiu o 4 de Setembro como Dia Mundial da Saúde Sexual para mobilizar a comunidade internacional em torno da promoção da saúde e do bem-estar sexual. JT/ALH




