O secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Primário apelou, quinta-feira, em Luanda, à necessidade de haver uma participação activa dos diferentes intervenientes do processo educativo, desde os técnicos, professores e encarregados de educação, a fim de se avaliar o aluno de forma minuciosa, contribuindo para o funcionamento do sistema de ensino.
Pacheco Francisco falava durante o acto de abertura do III Simpósio Internacional Sobre Avaliação Externa das Aprendizagens, que decorre sob o lema: “Perspectivas e Desafios à Qualidade Educativa”.
Segundo o governante, a avaliação deve ser entendida como um instrumento para conhecer a realidade educativa e apoiar a tomada de decisões, e não apenas como um mecanismo de classificação dos alunos.
Pacheco Francisco de-fende, por isso, a consolidação de processos avaliativos rigorosos, periódicos e consistentes que devem começar nas escolas e ter continuidade aos níveis municipal, provincial e nacional.
Daí que, explicou, os resultados das avaliações realizadas na 5.ª, 8.ª e 10.ª classes permitem igualmente aferir o desenvolvimento de competências essenciais para a vida e, posteriormente, para a inserção dos jovens no mercado de trabalho.
“Avaliar não é classificar pessoas, é produzir conhecimentos para agir melhor”, afirmou, salientando que, os dados devem ser transformados em políticas, estas em acções e em aprendizagens efectivas dentro das salas de aula.
Já no domínio da leitura, o secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar e Primário disse que, os primeiros anos de escolaridade constitui uma competência fundamental para a aquisição de outras aprendizagens ao longo do percurso escolar.
Contributo da avaliação externa Por sua vez, o Director-Geral do Instituto Nacional de Avaliação e Desenvolvimento da Educação (INADE), Diasala André , explicou que o simpósio tem como principal finalidade reflectir sobre o contributo da avaliação externa das aprendizagens para a produção de evidências que sustentem as políticas educativas em Angola.
Entre os objectivos específicos do encontro estão a partilha de experiências internacionais sobre a concepção e implementação de sistemas de avaliação externa, conhecimento de diferentes modelos institucionais e metodológicos, identificação de factores de sucesso, desafios e lições resultantes da implementação de sistemas nacionais de avaliação.
O programa contempla ainda debates sobre o papel da avaliação externa na melhoria das aprendizagens, na gestão escolar e na formulação de políticas educativas, bem como sobre as formas de transformar os resultados das avaliações em medidas concretas de intervenção.
De acordo com Diasala André, o encontro pretende também reforçar a articulação entre avaliação, planeamento, gestão e definição de políticas educativas, contribuindo para a criação de uma cultura de avaliação orientada para a melhoria das aprendizagens.
O III Simpósio Internacional Sobre Avaliação Externa das Aprendizagens enquadra-se nos esforços do Executivo para o reforço da qualidade do sistema educativo e está alinhado com os princípios da Agenda 2030 das Nações Unidas e com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4), que preconiza uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade.
A actividade que termina hoje, reuniu especialistas responsáveis do sector da Educação, professores e parceiros para a apresentação dos resultados da Avaliação Nacional das Aprendizagens, aplicada, em 2025, aos alunos da 2.ª, 5.ª, 8.ª e 10.ª classes.




