“Segurança alimentar passa pelo aumento da produção nacional”, diz secretário de Estado

O secretário de Estado para a Agricultura, Castro Camarada, afirmou que o reforço da segurança alimentar em Angola depende, em grande medida, do aumento da produção nacional de alimentos, defendendo uma mobilização conjunta entre o Estado e o sector privado para impulsionar o sector agrícola.
O responsável, que falava no âmbito das políticas do Executivo para o desenvolvimento da agricultura, sublinhou que a produção alimentar em grande escala continua a ser uma das principais apostas do Governo para garantir o abastecimento regular da população e reduzir a dependência das importações.
Segundo Castro Camarada, o Executivo tem vindo a implementar várias iniciativas destinadas a aumentar a capacidade produtiva do país, envolvendo produtores nacionais, investidores privados e parceiros estrangeiros. O objectivo, explicou, é criar condições para que Angola produza cada vez mais alimentos e responda de forma sustentável às necessidades do mercado interno.
Apesar dos progressos registados, o governante reconheceu que o país ainda recorre à importação de diversos produtos alimentares para suprir a procura nacional. No entanto, garantiu que estão em curso acções para inverter gradualmente este quadro, através do aumento da produção agrícola e do fortalecimento das cadeias de valor ligadas ao sector.
Para Castro Camarada, o crescimento da produção nacional não só contribui para a segurança alimentar, como também promove a diversificação da economia, gera empregos e cria oportunidades de rendimento para milhares de famílias ligadas à agricultura.
O secretário de Estado defendeu ainda a necessidade de continuar a investir em infra-estruturas de apoio à produção, mecanização agrícola, acesso ao crédito e assistência técnica aos produtores, factores considerados essenciais para elevar a produtividade e tornar o sector mais competitivo.
Com esta estratégia, o Executivo pretende reduzir a factura com a importação de alimentos e caminhar para níveis mais elevados de autossuficiência alimentar, reforçando a capacidade do país de garantir o abastecimento da população com produtos produzidos em território nacional.


