Seis professores tentam atender 536 alunos em Luinga e milhares ficam fora do sistema

O município de Luinga, na província do Cuanza Norte, enfrenta uma grave crise na educação básica, com mais de 5 mil alunos matriculados no presente ano lectivo, mas com recursos humanos insuficientes para garantir ensino de qualidade.
Segundo o responsável do sector naquela jurisdição, no primeiro ciclo, 536 alunos estão a ser atendidos por apenas seis professores, um cenário que evidencia a sobrecarga extrema dos docentes e o impacto direto na aprendizagem.
Leonel Alfredo Morais, disse que o município necessitava de cerca de 250 professores para cobrir todo o ensino primário neste ano lectivo.
A insuficiência de docentes mantém mais de 3 mil crianças fora do sistema regular de ensino, número que aumentou em 1.500 em relação ao ano passado. Segundo Morais, director da educação de Luinga, “se não houver reforço de professores e construção de novas escolas, continuaremos a ter crianças excluídas da educação formal”.
O município conta actualmente com 8 escolas, das quais 6 atendem o ensino primário. Para o primeiro ciclo, segundo Morais, seria necessária a construção de uma escola nova com pelo menos 15 salas de aula, destacando que a falta de infraestrutura agrava ainda mais a exclusão escolar.



