O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) prepara uma reunião com os professores para sábado, 12, depois de a primeira ronda negocial com o Ministério da Educação terminar sem acordo sobre as principais reivindicações da classe.
O encontro realizado esta quarta-feira, 9 de Setembro, em Luanda, serviu para analisar as questões apresentadas pelo sindicato, mas não permitiu alcançar um entendimento que afaste a possibilidade de paralisação das aulas.
O secretário-geral do SINPROF, Ademar Jinguma, anunciou que caberá aos professores decidir, no encontro de sábado, se avançam ou não com a greve prevista para 21 de Setembro.
Segundo o sindicalista, a reunião com o Ministério da Educação foi inicialmente apresentada como um encontro de auscultação, mas acabou por centrar-se na questão da greve.
“O encontro terminou sem consenso, e nós vamos reunir os professores no sábado, 12, para analisar sobre as promessas do Ministério”, afirmou Ademar Jinguma.
Entre as principais questões levantadas pelo SINPROF está o alegado incumprimento de compromissos assumidos pelo Ministério da Educação no âmbito do concurso público interno e de acesso.
O sindicato afirma que, dos 53.755 agentes previstos no acordo, cerca de 50 mil já foram admitidos, mas continuam sem garantias de enquadramento na folha salarial do Ministério das Finanças.
Para o SINPROF, o tempo decorrido desde a assinatura dos compromissos é suficiente para que o Ministério apresente soluções concretas para os problemas levantados pelos professores.
A classe deverá, por isso, avaliar no sábado as respostas e promessas apresentadas pelo Ministério da Educação e decidir se mantém a intenção de paralisar as aulas a partir de 21 de Setembro.




