Uíge – Cento e 72 reclusos frequentam, a partir desta quarta-feira, o ano lectivo 2026/2027, na província do Uíge, no âmbito das acções de formação académica e técnico-profissional promovidas pelo Serviço Penitenciário.
Uíge – Cento e 72 reclusos frequentam, a partir desta quarta-feira, o ano lectivo 2026/2027, na província do Uíge, no âmbito das acções de formação académica e técnico-profissional promovidas pelo Serviço Penitenciário.
Dos 172 reclusos abrangidos, 139 frequentam a formação académica, distribuídos pelos módulos I, II e III, com 33, 46 e 60 alunos, respectivamente. A formação técnico-profissional abrange 33 reclusos, dos quais 23 frequentam a especialização em canalização e 10 no curso de Informática na Óptica do Utilizador.
O acto de abertura do ano lectivo, esta terça-feira, no município do Negage, foi presidido pelo delegado provincial do Ministério do Interior no Uíge, comissário Ernesto Haiyamunye, que destacou a reeducação e a reinserção social como responsabilidades do Serviço Penitenciário, e considerou a educação como um instrumento importante para a transformação dos reclusos.
O comissário apelou aos reclusos para aproveitarem o período de cumprimento da pena para reflectir sobre os seus actos, adquirir conhecimentos e preparar o regresso às famílias e à sociedade.
Por sua vez, o director provincial do Serviço Penitenciário do Uíge, superintendente-chefe Adriano Domingos Manuel, destacou a formação como uma das ferramentas para a reabilitação e reinserção social dos reclusos.
Segundo o responsável, o ensino e a formação profissional permitem aos reclusos adquirir conhecimentos e competências necessários para a reintegração na sociedade.
Adriano Domingos Manuel apontou a falta de um pavilhão de artes e ofícios como uma das dificuldades para o alargamento da formação técnico-profissional na unidade penitenciária, tendo anunciado a abertura de mais salas de formação no próximo ano lectivo.
Numa mensagem, os reclusos abrangidos pela iniciativa manifestaram satisfação pela oportunidade de frequentar o ensino e a formação profissional, assim como consideraram a capacitação uma oportunidade para melhorar as suas condições de vida após o cumprimento da pena.JAR




