O Serviço de Investigação Criminal (SIC) reconhece os desafios que persistem no combate à criminalidade em Luanda, província que continua a registar o maior número de ocorrências criminais no país, numa realidade que as autoridades associam, entre outros factores, ao crescimento demográfico da capital.
A informação foi avançada pelo director-geral do SIC, Luciano Tânio da Silva, durante a abertura do nono Conselho Consultivo Alargado da instituição, que decorre em Luanda.
Segundo o responsável, entre Janeiro e Setembro deste ano, foram registados 21.921 crimes em todo o território nacional, menos 7.783 casos em relação ao período homólogo anterior. No mesmo período, o SIC deteve 22.753 cidadãos, uma redução de 5.992 detenções face ao ano passado.
Apesar da redução dos indicadores nacionais apresentados, Luanda continua a concentrar o maior número de ocorrências criminais, tendo sido efectuadas 7.783 detenções na capital durante o período em análise.
Perante este cenário, Luciano Tânio da Silva defendeu que a capacidade de investigação criminal deve acompanhar a evolução da criminalidade, de modo a permitir uma resposta mais eficaz das autoridades e reforçar o combate aos diferentes tipos de crime.
Por sua vez, o ministro do Interior, Manuel Homem, que presidiu à sessão de abertura do encontro, reconheceu o trabalho desenvolvido pelos efectivos do SIC e apelou ao reforço da cooperação com instituições congéneres internacionais, com vista ao fortalecimento das capacidades de investigação criminal em Angola.
O nono Conselho Consultivo Alargado do SIC decorre num contexto em que as autoridades procuram reforçar os mecanismos de investigação e melhorar a resposta institucional aos desafios da segurança pública no país.




