Mais de metade dos 333 enfermeiros seleccionados para a formação especializada em Cuidados Intensivos já concluiu a componente de simulação clínica, um passo decisivo para elevar o padrão de atendimento aos doentes críticos nos hospitais do país.
A iniciativa do Ministério da Saúde já permitiu capacitar 177 profissionais, correspondentes a 53,2 por cento do total previsto, através de cenários práticos de elevado rigor técnico.
Entre os dias 5 e 9 deste mês, o Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento acolheu a segunda etapa da formação, com 97 formandos, que se juntam aos 80 participantes da semana anterior. No terreno, os enfermeiros aprimoraram competências vitais, desde o manuseamento de bombas perfusoras e cateteres até à monitorização cardiovascular avançada, ventilação não invasiva e aplicação de protocolos de Suporte Básico e Avançado de Vida.
O ritmo de capacitação prossegue intensamente. Na próxima segunda-feira, 12 de Outubro, está prevista a chegada de um novo grupo de 89 formandos oriundos de Benguela, Cabinda e Cunene.
Promovido pelo Instituto de Especialização em Saúde (IES) e pela Unidade de Implementação do Projecto (UIP), o programa reflecte as orientações da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, no sentido de fortalecer a resposta hospitalar. Sob a coordenação de Kátia Estrada e a gestão técnica de Job Monteiro, a aposta na prática clínica visa dotar os profissionais de maior segurança e rapidez de intervenção.
Financiado pelo Banco Mundial, no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos para a Saúde (PFRHS), o programa já alcançou, até 9 de Outubro de 2026, um total de 22.018 profissionais capacitados no país e no estrangeiro, o que representa 57,9 por cento da meta de 38 mil quadros estipulada até 2028.




