O Sindicato dos Enfermeiros de Luanda denuncia que o subsídio atribuído aos profissionais de saúde que estiveram envolvidos no combate à pandemia da COVID-19 continua a ser pago de forma selectiva, deixando parte dos enfermeiros sem receber o benefício.
A preocupação foi manifestada pelo secretário do sindicato, Afonso Kileba, que aponta a regularização deste subsídio entre as reivindicações da classe. Segundo o sindicalista, os pagamentos realizados até ao momento não abrangeram todos os profissionais que, de acordo com a representação sindical, deveriam beneficiar do apoio.
A questão dos subsídios da COVID-19 não é nova. Em 2022, o Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola denunciou igualmente situações em que alguns profissionais não receberam os valores, enquanto trabalhadores administrativos chegaram a ser contemplados. Na altura, o Ministério da Saúde e o sindicato solicitaram uma investigação da Inspecção-Geral da Administração do Estado para apurar a distribuição dos subsídios.
Entre as reivindicações actuais dos enfermeiros está também a revisão do diploma que regula as horas acrescidas, bem como a actualização da carreira de enfermagem, revista pela última vez em 2018.
O sindicato reclama ainda maior regularidade no cumprimento dos direitos laborais e defende a resolução das pendências que afectam os profissionais do sector.
A questão do pagamento dos subsídios relacionados com a COVID-19 continua também presente nas reivindicações dos enfermeiros noutras províncias. Em Setembro de 2026, profissionais de saúde do Bengo incluíram o pagamento deste subsídio entre os motivos apresentados para a greve, enquanto as autoridades provinciais afirmaram ter atendido a maioria das reivindicações.




