Sindicato dos Médicos critica atraso na progressão de carreiras e pede rapidez no concurso

O secretário-geral do Sindicato dos Médicos de Angola, Miguel Sebastião, criticou o atraso na progressão de carreiras no sector da saúde, afirmando que o último processo ocorreu em 2018, quando, por lei, deveria ser realizado de cinco em cinco anos.
O responsável considera que a decisão de avançar agora com a progressão chega tarde e defende que o Ministério da Saúde deve compensar o tempo perdido.
Relativamente ao concurso público em curso, Miguel Sebastião apelou para que o processo decorra com rapidez e transparência, para evitar os atrasos registados em processos anteriores.
O responsável defende que a divulgação dos resultados e a admissão dos novos profissionais ocorram dentro de prazos razoáveis, evitando que os candidatos aguardem um ou dois anos pela conclusão do concurso.
“A divulgação dos resultados e a admissão dos novos profissionais ocorram dentro de prazos razoáveis, para se evitar que os candidatos aguardem um ou dois anos pela conclusão do concurso”, disse.
Esta reacção surge numa altura em que os candidatos interessados em ingressar no sector da Saúde começam a submeter, a partir desta segunda-feira, 13, as suas candidaturas ao concurso público para admissão de novos profissionais.
O processo prevê o recrutamento de mais de seis mil profissionais param diversas carreiras do sector da saúde em todo o país, com o objectivo de reforçar a capacidade de resposta dos serviços públicos.
Segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, as novas províncias do Leste constituem uma das principais prioridades deste concurso, devido às necessidades de recursos humanos registadas nessas regiões.
Além da admissão de novos quadros, o concurso contempla igualmente vagas destinadas à progressão na carreira de profissionais já integrados no Sistema Nacional de Saúde. A iniciativa insere-se nos esforços do Executivo para reforçar a cobertura e a qualidade da assistência sanitária em todo o território nacional.


