O Sindicato Nacional de Professores, SINPROF, mantém a greve nacional a partir desta segunda-feira, 21, e esclarece que a ausência na reunião prevista com o Governo no sábado resultou de uma decisão comunicada previamente ao Executivo.
O secretário-geral do SINPROF, Ademar Jinguma, disse à Rádio Correio da Kianda que a paralisação está confirmada e que não houve qualquer decisão do sindicato para cancelar a greve. A primeira fase está prevista para decorrer de 21 de Setembro a 15 de Outubro.
O sindicalista denuncia, entretanto, a circulação de informações que apontam para um alegado cancelamento da greve. Segundo Ademar Jinguma, essas informações não correspondem à posição do sindicato e podem contribuir para desmobilizar os professores.
Sobre a reunião que deveria realizar-se no sábado, 19, com o Governo, o secretário-geral esclarece que a indisponibilidade do sindicato foi comunicada atempadamente. A participação no encontro dependia de uma consulta prévia aos filiados sobre as propostas apresentadas pelo Executivo.
A reunião acabou por não se concretizar, num momento em que permanecem divergências sobre o cumprimento do acordo assinado entre o Governo e o SINPROF em Janeiro deste ano. O sindicato considera que continuam pendentes matérias centrais das reivindicações, enquanto o Executivo sustenta que os compromissos assumidos estão a ser cumpridos.
Entre as reivindicações do SINPROF está a inclusão de professores que o sindicato considera terem sido excluídos injustamente dos concursos públicos internos e de acesso, além do enquadramento de professores admitidos no sistema de gestão financeira do Estado.
Apesar da paralisação, Ademar Jinguma afirma que o sindicato continua disponível para retomar as negociações caso o Governo apresente soluções para as questões reivindicadas. O SINPROF orientou os professores a aderirem à greve e anunciou a criação de piquetes junto às escolas.
Do lado do Executivo, o Governo lamentou a ausência do sindicato no encontro de sábado e considera que não existem razões suficientes para a greve. A versão oficial é de que vários pontos do caderno reivindicativo já foram atendidos.
O braço de ferro entre o Governo e o SINPROF mantém-se, com a paralisação das aulas confirmada para esta segunda-feira.



