O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) rejeita as acusações de que a suspensão da greve dos professores tenha resultado de aliciamento ou pressão do Governo.
A posição foi apresentada pelo secretário-geral da organização, Admar Jinguma, em resposta às informações que circulam nas redes sociais e que apontam para um alegado acordo entre a direcção do sindicato e o Executivo para pôr fim à paralisação.
Admar Jinguma considera que as acusações têm como propósito descredibilizar a direcção do SINPROF e afirma que esta não é a primeira vez que a liderança sindical é acusada de ter sido “comprada” depois de alcançar entendimentos com o Governo.
“Em 2021 também rubricámos um acordo, e disseram que fomos comprados. Em 2024 rubricámos um novo acordo e disseram mais uma vez que fomos comprados. Então, esta narrativa não é nova”, afirmou.
Segundo o secretário-geral, a decisão de suspender a greve foi tomada com base nas novas garantias apresentadas pelo Executivo, apesar de alguns secretariados provinciais terem defendido a continuidade da paralisação.
Jinguma sustenta que a posição final competia à direcção nacional do SINPROF e assegura que a decisão não representa qualquer violação das normas internas do sindicato.
“Estamos serenos, porque não violámos nada. Independentemente de os professores dissidirem e manterem a greve, cabia à direcção do SINPROF tomar a posição final”, assegurou.
A greve foi suspensa depois de uma semana de paralisação, permitindo o regresso às aulas nas escolas públicas e público-privadas de todo o país nesta segunda-feira, 28 de Setembro.




