Sociedade civil em Benguela denuncia “alegada má reintegração dos sinistrados”

A sociedade civil em Benguela manifesta preocupação com a exclusão das organizações no conselho de trabalho para acudir às famílias vítimas das cheias do Rio Cavaco.
A porta-voz do Movimento Haja Sara Ngueve manifesta preocupação com a forma não transparente como o processo tem estado a ser gerido pelo Governo da Província de Benguela.
“A sociedade civil não tem sido tida nem achada, e temos dificuldades de comprovar a credibilidade de toda informação que o Governo Provincial passa para o público”, disse, alertando sobre os riscos da falta de transparência na gestão deste processo.
Sara Ngueve denuncia que a reintegração das famílias tem sido mau feito, relatando casos de sinistrados que estariam a viver em residências inacabadas e sem alimentação.
“Só no bairro do Tchipiandalo, mais de 3 mil casas desabaram totalmente, e o Governo fala apenas da construção de cerca de 200 casas em 8 meses, e se formos nos apegar nesta lógica de números de 3 mil casas, e eles seguirem esta lógica de construção, então posso, concluir que este processo de construção poderá durar 8 anos”, vincou.
Entretanto, o Governo Provincial de Benguela anunciou, na segunda-feira, 29, que já foram reintegradas nas suas comunidades 13 mil e 487 famílias afectadas pelas fortes cheias do rio Cavaco.
Os dados foram avançados durante a 49.ª reunião da Comissão Provincial de Protecção Civil, presidida pelo governador da província de Benguela, Manuel Nunes Júnior, num encontro que contou com a participação das forças de defesa e segurança, dos vice-governadores e dos membros do Governo Provincial.
Segundo o Governo, neste momento prosseguem as acções de assistência alimentar, médica e medicamentosa às famílias sinistradas, sendo que o posto médico do centro de acolhimento atendeu 69 pacientes durante o dia.


