A classe de taxistas em Luanda manifesta preocupação com as constantes alterações dos pontos de embarque e desembarque de passageiros, vulgarmente conhecidos como paragens, e defende maior participação dos operadores na definição destes espaços.
A posição foi apresentada esta terça-feira, 25, pelo presidente da Cooperativa de Taxistas e Motociclistas Freitas (CTMF), António Freitas, durante um workshop sobre o serviço de táxi em Luanda, que reuniu profissionais do sector de várias províncias.
Entre os casos apontados pelo responsável está a recente mudança da paragem da Vila de Viana, que, segundo António Freitas, provocou constrangimentos aos taxistas e passageiros por ter sido implementada sem consulta prévia às associações e cooperativas.
“Não conversaram com nenhuma associação nem cooperativa, então logo tomaram uma iniciativa sem o nosso consentimento”, afirmou.
O presidente da CTMF defende, por isso, que as autoridades devem auscultar os representantes dos taxistas antes de procederem à criação ou transferência de paragens, de modo a evitar medidas que possam prejudicar tanto os profissionais como os passageiros.
Além da questão das paragens, os operadores reclamam da falta de terminais organizados, demora na emissão da carteira profissional e ausência de mecanismos de segurança social para os profissionais do sector.
O encontro serviu igualmente para identificar outros constrangimentos enfrentados pelos taxistas, mototaxistas e lotadores e apresentar propostas para a melhoria das condições de exercício da actividade.
“O objectivo deste evento é sempre identificar alguns problemas no sector dos transportes e trazer propostas de solução. As propostas são várias”, explicou António Freitas.
As reivindicações surgem numa altura em que economistas e especialistas do sector dos transportes defendem a formalização e profissionalização urgente do serviço de táxi, tendo em conta o peso que a actividade representa na mobilidade urbana e na dinâmica socioeconómica do país.



