Taxistas iniciaram hoje greve de três dias

Golf 2 - Frente ao supermercado Angomart
Em causa estão as novas tarifas para os transportes públicos colectivos urbanos rodoviários de passageiros, ajustados depois do aumento, do preço do gasóleo, que passou de 300 para 400 kwanzas por litro, no âmbito da retirada gradual pelo Governo do subsídio aos combustíveis, iniciada em 2023.
Camama
Os táxis colectivos (vulgo "candongueiros") passam a custar 300 Kz por corrida, face aos 200 Kz praticados anteriormente, ao passado que o bilhete de autocarro que custava 150 Kz sobe para 200 kz.
Bairro Golf 2 - Frente ao supermercado Angomart
No documento publicado no sábado, a Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) desmentir as informações "sobre o alegado cancelamento da paralisação nacional marcada para", acrescentando que não participou "de nenhuma reunião que tenha como objectivo suspender ou anular a paralisação".
Camama - Cidadãos interditam a via
"Reafirmamos o compromisso com os interesses legítimos dos taxistas. A paralisação foi uma decisão soberana da classe, baseada nas dificuldades reais enfrentadas diariamente por milhares de trabalhadores do sector", lê-se no documento distribuído nas primeiras horas deste sábado, 26.
Paragens cheias e vias interditadas
Entretanto, muitos cidadãos saíram à rua para impedir que os táxis que estão a operar transportem os passageiros. Há casos em que os passageiros são obrigados a abandonar o carro. Este comportamento, segundo alguns lotadores, deve-se ao facto de alguns taxistas "tentarem inviabilizar a paralisação".
Os automobilistas que tentam fazer serviço de táxi, vulgarmente conhecidas como "puxadas" estão a ser também impedidos de levar pessoas.
A Avenida Pedro de Castro Van-dúnem "Loy", no troço Vila da Gamek - Golf 2, registou, até então, o maior número de cidadãos que saíram à rua em sinal de protesto e apoio aos taxistas.
O cenário também se verificou no Camama, onde cidadãos interditaram a via com pneus queimados.
No Calemba 2, cidadãos aproveitaram a manifestação para vandalizar propriedades privadas e saquear lojas e supermercados, o que torna o cenário ainda mais preocupante.
Já mais para o centro da cidade de Luanda, o cenário é completamente oposto. Zonas como aeroporto, Mártires do Kifangondo, Maianga, Vila Alice, Maculusso, Mutamba e São Paulo, um número muito reduzido de taxistas continua a fazer o serviço de táxi. E muitos preferem não se pronunciar.
Até ao momento, não houve nenhum pronunciado do Governo sobre o assunto.
Em actualização.



