Taxistas pedem apoio dos patrões no protesto denominado “Fica em Casa”

Circula nas redes sociais, uma carta aberta supostamente emitida pela Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA), por meio da sua Delegação Provincial de Luanda, dirigida aos gestores e proprietários de viaturas de táxi, convocando-os a aderirem à paralisação de três dias em protesto contra o aumento do preço do combustível.
Com o lema “Fica em Casa”, na carta apela-se à solidariedade dos patrões, salientando que a crise atinge toda a cadeia do sector e não apenas os motoristas.
“Três dias de paralisação será melhor do que uma vida de escravidão”, lê-se no comunicado, que já circula nas redes sociais e grupos de taxistas.
A missiva destaca que o aumento sucessivo do combustível está a empurrar muitos profissionais à beira da falência, com dificuldades diárias para sustentar as suas famílias ou manter as viaturas operacionais.
Risco de represálias a quem furar o protesto
No mesmo documento, os taxistas desresponsabilizam-se de possíveis danos causados a viaturas que os donos absterem-se da paralisação, num sinal de tensão crescente dentro da classe.
“O apelo é claro: parem todos. Motoristas e donos de carros. Só assim seremos ouvidos”, reforça a nota.
A medida é vista como uma tentativa de forçar as autoridades a abrir diálogo com o sector, que se diz ignorado e esmagado por decisões unilaterais. Em muitos fóruns digitais, motoristas reforçam que não estão apenas a protestar por si, mas por uma questão de justiça social e sobrevivência colectiva.


