Os trabalhadores da Empresa de Produção de Electricidade (PRODEL) admitem avançar para uma greve, depois de as negociações entre a comissão sindical e a administração da empresa terem terminado sem consenso sobre as reivindicações apresentadas.
A principal divergência está relacionada com o reajuste salarial. Os trabalhadores exigem um aumento de 75%, enquanto a administração da PRODEL propõe uma actualização de 25% sobre o salário-base.
Além do salário, continuam em discussão outras reivindicações dos trabalhadores, entre as quais a melhoria do seguro de saúde e a atribuição de subsídios de produção, risco e poluição sonora.
Sem acordo entre as partes, os trabalhadores deverão realizar assembleias para avaliar a situação e decidir sobre a possibilidade de paralisação dos serviços da empresa.
Os funcionários dizem, no entanto, que continuam disponíveis para o diálogo e aguardam uma posição da administração sobre o caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato.
“Estamos abertos ao diálogo e esperamos por uma posição da administração da empresa sobre as nossas reivindicações. Mantemos a nossa postura, deixando claro que não concordamos com o que nos é proposto”, afirmaram os trabalhadores.
A falta de consenso mantém suspensas as negociações e aumenta a tensão entre as partes, num processo em que os trabalhadores procuram uma resposta às reivindicações salariais e sociais apresentadas à administração da PRODEL.




