Catete - Trezentos e seis reclusos dos estabelecimentos penitenciários do Icolo e Bengo estão inscritos para frequentarem o ano lectivo 2026/2027.
Catete - Trezentos e seis reclusos dos estabelecimentos penitenciários do Icolo e Bengo estão inscritos para frequentarem o ano lectivo 2026/2027.
Estes dados foram colhidos esta terça-feira, durante a abertura do ano lectivo 2026/2027, feita no Estabelecimento Penitenciário do Calomboloca, feita pelo delegado do Ministério do Interior (MININT) no Icolo e Bengo, José Amaro Franco.
Na ocasião, o responsável considerou a acção do Estado de grande valia, na medida em que, apesar da liberdade condicionada, os jovens podem beneficiar da formação académica.
Para si, nesse contexto, a educação assume uma dimensão que ultrapassa os limites de uma sala de aulas e constitui um instrumento de reeducação e de valorização humana.
Para tal, apelou aos reclusos para olharem o presente ano lectivo como uma oportunidade de compreenderem os momentos que estavam em pleno gozo da liberdade.
O delegado disse esperar que as salas de aulas possam ser espaços de reflexão para os detentos e assim revitalizar o passado.
Por sua vez, o representante da direcção provincial da Educação em Icolo e Bengo, Osvaldo António, assegurou condições para apoios metodológicos e psicopedagógicos aos diferentes níveis de ensino que serão administrados nos estabelecimentos penitenciários.
Destacou que este apoio se estende à planificação das aulas, bem como à educação de jovens adultos.
A Província do Icolo e Bengo tem dois estabelecimentos peniteciários, nomeadamente a do Caquila com 293 reclusos e do Calomboloca com 1993.
Participaram da actividade, o director provincial dos Serviços Penitenciários do Icolo e Bengo, Mateus André, oficiais superiores do MININT, entre outros convidados. NGS/AJQ




