Tribunal condena a 22 anos de prisão assassinos do motorista da Yango "Guigui", morto na Zona Verde, em 2025

Segundo a sentença da 5ª secção criminal do TCL, lida esta quinta-feira, ficou provado que os dois arguidos injectaram 10 seringas com água de bateria no pescoço da vítima, depois de a terem asfixiado com um fio de aço.
De acordo com a acusação, os agora condenados solicitavam corridas de táxi por aplicativo, preferencialmente da Yango, para assaltar os motoristas e roubar as viaturas.
Muitas vezes, porém, os assaltos terminavam em morte, como aconteceu com Gaspar Lopes Martins, "Guigui", residente na Rua da USA, no bairro Tala-Hady, município do Cazenga, que saiu de casa, como era habitual, para trabalhar, e nunca mais regressou.
"Guigui" recebeu um pedido de corrida por volta das 22:40 do dia 26 de Setembro de 2025, tendo-se deslocado ao bairro Rocha Pinto para atender o cliente.
O destino indicado era o bairro Quenguele, no Benfica, e, no início da corrida, entraram na viatura quatro passageiros. Durante o percurso, já nas imediações de um posto de combustível da Pumangol, um dos arguidos simulou que precisava de urinar e pediu à vítima que parasse a viatura.
Assim que a viatura parou, os arguidos atacaram o conduttor com um fio de aço no pescoço e desferiram-lhe vários golpes por todo o corpo.
De seguida, transportaram a vítima para uma zona isolada da Zona Verde, no Benfica, onde foi submetida a várias torturas.
Segundo a acusação, apesar das agressões, a vítima ainda tentou resistir aos assaltantes, mas não sobreviveu às injecções nem ao espancamento, acabando por morrer naquela noite.
Os homicidas foram ainda condenados ao pagamento de uma indemnização de 2,5 milhões de kwanzas à família da vítima.
Dos oito arguidos arrolados no processo, apenas Denilson João da Costa e Daniel Luís foram condenados pelo homicídio. Os restantes seis foram absolvidos, por não ter ficado provada a sua participação neste crime.


