O Governo Provincial do Uíge analisou, terça-feira, o Plano de Contingência para a prevenção e resposta a eventuais casos de ébola, com o objectivo de reforçar a capacidade de vigilância e intervenção, tendo em conta a proximidade da província com a República Democrática do Congo (RDC), país afectado pelo vírus.
O encontro reuniu responsáveis dos sectores da Saúde, administradores municipais, directores de hospitais, especialistas em Saúde Pública, representantes dos órgãos de Defesa e Segurança e outros parceiros, que defenderam o reforço da vigilância epidemiológica, a sensibilização comunitária e da preparação das equipas de resposta, sobretudo nas zonas fronteiriças. Durante a apresentação do Plano de Contingência, a chefe do Departamento de Saúde Pública do Uíge, Lindeza Chaves, destacou a importância de uma coordenação eficaz entre as equipas envolvidas, de uma comunicação transparente, da manutenção da capacidade laboratorial e do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção e controlo de infecções. Por seu turno, a vice-governadora para o sector Político, Social e Económico, Sónia Cahombo, afirmou que, apesar de Angola não ter registado qualquer caso suspeito de ébola, os constantes registos de casos da doença na República Democrática do Congo e no Uganda representam um risco para as províncias fronteiriças, em particular a do Uíge. Segundo a responsável, o actual contexto exige que os Serviços de Saúde mantenham elevados níveis de vigilância, preparação e capacidade de resposta para impedir a entrada e propagação da doença no país. “o Governo teve este encontro para actualizar aos participantes sobre a situação epidemiológica da região, os factores de risco, assim como reforçar a capacidade técnica para detecção precoce, notificação e investigação de casos suspeitos, avaliar o nível de preparação das equipas nas unidades sanitárias e fortalecer os mecanismos de coordenação entre os diferentes sectores e parceiros”, disse. Sónia Arlete Cahombo apelou ainda aos administradores municipais, responsáveis dos postos fronteiriços e profissionais de saúde para intensificarem a vigilância epidemiológica e garantirem o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção. “É fundamental assegurar a utilização correcta dos equipamentos de protecção, a higiene das mãos, desinfecção dos materiais e superfícies e a gestão segura de resíduos”, disse. Dados apontam que a RDC notificou, nos últimos dias, 13 casos suspeitos da doença.




