Moçâmedes - A Universidade do Namibe (UNINBE) e o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM) reforçaram, segunda-feira, em Moçâmedes, a cooperação científica, académica e institucional, com a assinatura de um protocolo.
Moçâmedes - A Universidade do Namibe (UNINBE) e o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM) reforçaram, segunda-feira, em Moçâmedes, a cooperação científica, académica e institucional, com a assinatura de um protocolo.
Com duração de cinco anos, renovável, o acordo prevê a realização de projectos conjuntos de investigação, formação e capacitação de quadros, intercâmbio de investigadores, partilha de informação e as publicações científicas, bem como a utilização conjunta de infra-estruturas.
Ao intervir no acto, o vice-reitor para os Assuntos Científicos e Pós-Graduação da UNINBE, Isata Teixeira Lemba, considerou o protocolo um marco importante para o desenvolvimento da ciência e da investigação em Angola.
O responsável disse que a parceria permitirá unir esforços para responder aos desafios relacionados com a gestão sustentável dos recursos pesqueiros, fluviais e marinhos.
Acrescentou que as duas instituições poderão promover eventos científicos, desenvolver projectos conjuntos e reforçar a formação de quadros, desde o nível técnico ao pós-graduado.
Isata Teixeira Lemba destacou ainda a importância da parceria para a província do Namibe, por ser uma região com forte actividade marítima e pesqueira e onde várias comunidades dependem dos recursos do mar.
Defendeu, por isso, que o conhecimento produzido pelas instituições de ensino e investigação deve contribuir para a melhoria das condições de vida das comunidades e para o desenvolvimento sustentável do país.
INIPM destaca investigação conjunta
A directora-adjunta para a Área Técnica do INIPM, Filomena de Fátima de Carvalho Vaz-Velho, considerou igualmente importante a assinatura do protocolo, que resulta de uma cooperação iniciada há mais de cinco anos.
Para si, o acordo permitirá aproximar a investigação aplicada, desenvolvida pelo INIPM, da investigação fundamental realizada pelas universidades.
Segundo a responsável, o INIPM possui séries temporais de longa duração sobre os ecossistemas marinhos, enquanto as universidades podem contribuir para aprofundar estudos sobre processos oceanográficos e biológicos.
“Baía Farta” reforça investigação
Filomena Vaz-Velho destacou também o navio de investigação “Baía Farta”, considerado um importante activo científico do país.
Disse que a utilização plena do navio exige programas científicos estruturados, equipas multidisciplinares, técnicos qualificados e capacidade logística.
Neste âmbito, apontou a participação de estudantes nas campanhas de investigação como uma das prioridades da cooperação, permitindo a recolha de dados e a realização de trabalhos de fim de curso, dissertações de mestrado e teses de doutoramento.
A parceria deverá igualmente facilitar o envolvimento de docentes e investigadores universitários em projectos ligados aos principais desafios científicos do mar angolano.
Ciência como base da Economia Azul
A directora-adjunta do INIPM defendeu que o desenvolvimento da Economia Azul deve estar assente na ciência, no conhecimento e na investigação.
Considerou fundamentais os estudos sobre biodiversidade, circulação oceânica, dinâmica dos ecossistemas e conservação dos recursos marinhos para apoiar a definição de políticas de gestão.
“Não existe Economia Azul sem ciência, sem conhecimento e sem investigação”, salientou.
A cooperação entre a UNINBE e o INIPM deverá, assim, contribuir para o reforço da investigação científica, a formação de novos quadros e a criação de soluções para a gestão sustentável dos recursos aquáticos e o desenvolvimento da Economia Azul em Angola.LMZ/FA/DP




