
Segundo a coordenadora provincial de Luanda do Programa Alargado de Vacinação (PAV), a quarta ronda desta campanha está prevista de 17 a 22 deste mês, em seis municípios da capital angolana.
Felismina Neto, citada pela agência noticiosa do MPLA, ANGOP, que falava num evento denominado “Café com Jornalistas”, adiantou que a campanha vai abranger os municípios de Cacuaco, o epicentro da doença em 2025, Viana, Cazenga, Sambizanga, Maianga e Mulenvos, localidades que continuam a registar casos de cólera.
A fonte realçou que o objectivo é vacinar 1.656.533 pessoas, a partir de um ano, por meio de equipas móveis, porta a porta e postos fixos, estando mobilizadas 1.116 equipas, integrando vacinadores, registadores e mobilizadores sociais.
“Vamos esgotar todas as estratégias para garantir que, em cinco dias, possamos atingir a meta estabelecida”, referiu Felismina Neto. Para identificar e abranger pessoas que ficaram sem a vacina, no dia 23 deste mês, está prevista uma ação de repescagem.
De acordo com Felismina Neto, a vacina contra a cólera oferece protecção por apenas seis meses, por isso as pessoas vacinadas, há mais de meio ano, devem voltar a receber a dose.
“As acções serão reforçadas por carros alegóricos e campanhas de sensibilização comunitária para incentivar a adesão da população”, disse a coordenadora provincial do PAV, salientado que, apesar dos esforços das autoridades, ainda existem famílias que resistem à vacinação por razões culturais e religiosas.
Em 2025, Angola viu-se a braços com um surto de cólera, com epicentro no município de Cacuaco, província de Luanda, capital angolana, que rapidamente se alastrou a outras regiões do país, resultando em mais de 27.600 casos e 771 mortes em 18 das 21 províncias do país.
A cólera é uma doença bacteriana infecciosa intestinal aguda, que se transmite por contaminação fecal oral direta ou pela ingestão de água, ou alimentos contaminados, provocando diarreia aquosa e profusa, levando a uma desidratação intensa e ao óbito.


