Lubango- A vice-governadora para o sector Político, Social e Económico da província da Huíla, Maria João Chipalavela, apelou, esta segunda-feira, no município da Capunda Cavilongo, à renovação das práticas pedagógicas e ao reforço da formação dos professores, para melhorar a qualidade do processo de ensino/aprendizagem.
Lubango- A vice-governadora para o sector Político, Social e Económico da província da Huíla, Maria João Chipalavela, apelou, esta segunda-feira, no município da Capunda Cavilongo, à renovação das práticas pedagógicas e ao reforço da formação dos professores, para melhorar a qualidade do processo de ensino/aprendizagem.
A responsável, que falava no acto provincial de abertura do Ano Lectivo 2026-2027, defendeu a preparação permanente dos professores, para responder às diferentes características dos alunos e às transformações sociais e tecnológicas.
Considerou fundamental que os prodesenvolvam uma postura reflexiva, capaz de analisar a realidade, adaptar métodos de ensino e preparar os alunos para os desafios actuais.
Afirmou ser preciso continuar a ensinar os alunos como se estes fossem diferentes, não como um só e sugeriu uma escola capaz de respeitar as diferenças sociais e culturais e responder às necessidades específicas dos alunos
Disse que a profissão docente exige formação contínua e deve assentar no domínio do saber conhecer, saber fazer, saber ser e saber viver, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida.
De igual modo, apelou à integração das tecnologias, inovação e competências transversais no processo educativo, bem como ao reforço da ligação entre escolas, famílias e instituições públicas e privadas.
Referiu que a escola deve manter o seu papel social, cultural, político e económico, pois se constitui num espaço aberto à participação e à construção colectiva de soluções para os desafios da educação.
Ao intervir no acto, o director do gabinete provincial da Educação da Huíla, Fernando Sakolela apontou o défice de recursos humanos como um dos principais desafios do sector na Huíla, e estima em nove mil 512 o número de professores necessários, além de três mil 329 trabalhadores administrativos e auxiliares.
O responsável explicou que a insuficiência de professores afecta a relação aluno-professor, a organização das turmas e a qualidade do acompanhamento pedagógico.
No ano lectivo transacto, a província matriculou 818 mil 512 alunos dos diferentes subsistemas de ensino e contou com 20 mil 810 funcionários, dos quais 17 mil 409 professores.
Para o presente ano lectivo, a Huíla prevê contar com 807 mil 623 alunos, com o reforço da rede escolar, resultante da entrada em funcionamento de seis novas escolas.
Outro desafio apontado, disse, prende-se com o mobiliário escolar, cuja cobertura se situa em 60 por cento e são necessárias 282 mil 969 carteiras para atingir a meta de dois alunos por carteira.
O director da Educação disse que a taxa de abandono escolar ronda actualmente os 9,8 por cento e o sector estabeleceu como meta reduzir para cinco por cento até 2027.
Para o efeito, defendeu o envolvimento das escolas, famílias, comunidades, autoridades tradicionais, administrações municipais e parceiros sociais, de modo a garantir a permanência das crianças no sistema de ensino.
Na cerimónia, os pais e encarregados de educação reconheceram os investimentos realizados no sector, emboram seja necessário mais escolas, salas de aula e melhores vias de acesso, sobretudo, nas comunidades onde as crianças percorrem longas distâncias, para chegar aos estabelecimentos de ensino. BP/ALH




