Seis dos 24 feridos, assistidos no Hospital Central do Lubango, na sequência de dois graves acidentes rodoviários ocorridos na última sexta-feira, permanecem internados sob cuidados médicos.
Os restantes 18 sinistrados receberam alta após a estabilização completa do seu quadro clínico, informou ontem o director do Serviço de Urgência daquela unidade sanitária, Aurélio Mona Joaquim.O primeiro sinistro foi registado na zona da Eiwa, onde um táxi que seguia em direcção ao mercado informal do Mutundo colidiu violentamente com um camião contentorizado. Dos 12 ocupantes envolvidos, dois chegaram à unidade hospitalar já sem sinais vitais.De acordo com o director, dois dos dez sobreviventes continuam internados devido à gravidade dos ferimentos. “Um dos pacientes sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica de urgência, enquanto o outro permanece sob vigilância médica especializada. Os restantes apresentaram lesões ligeiras ou moderadas e receberam alta entre sexta-feira e sábado”, explicou. O segundo acidente ocorreu na zona conhecida como “Tabela 60”, no bairro Nambambi. Tratou-se do capotamento de outro táxi numa ponte de acesso ao mesmo mercado do Mutundo, de onde deram entrada no hospital mais 12 pacientes, resultando em quatro internamentos. Entre as situações mais delicadas deste segundo sinistro destaca-se o de uma jovem grávida, com idade estimada entre os 22 e 24 anos, que foi transferida para a Maternidade Irene Neto devido à especificidade do seu estado. Há ainda um paciente com traumatismo cranioencefálico grave sob cuidados no Serviço de Neurocirurgia, enquanto outros dois feridos permanecem hospitalizados na Ortopedia devido a fracturas que exigem acompanhamento contínuo. Aurélio Mona Joaquim esclareceu, por fim, que até ao momento não foi registado qualquer agravamento no estado clínico dos pacientes internados. Todos os sobreviventes mantêm-se sob monitorização constante e rigorosa por parte das equipas médicas de serviço. Números alarmantesO director do Serviço de Urgência do Hospital Central do Lubango manifestou profunda preocupação com o aumento dos acidentes de viação na região, advertindo que o número de pacientes com politraumatizados e traumatismos cranioencefálicos (TCE) já ultrapassa os casos de malária. Segundo Aurélio Mona Joaquim, a elevada procura por cuidados diferenciados tem colocado uma forte pressão sobre as equipas médicas, obrigando à mobilização frequente de profissionais de outras áreas para responder às emergências mais críticas. “A Ortopedia é, actualmente, uma das áreas mais afectadas, visto que a maioria dos atendimentos na urgência corresponde a vítimas com lesões ortopédicas. No entanto, o hospital dispõe de apenas quatro médicos para assegurar a escala regular da especialidade”, revelou o director. Perante este cenário, o responsável apelou aos automobilistas para que adoptem uma condução defensiva e respeitem rigorosamente o Código de Estrada. Aurélio Mona Joaquim sublinhou que a redução da sinistralidade é urgente para salvar vidas e aliviar a pressão sobre os serviços hospitalares, melhorando a capacidade de resposta do hospital.




