A província do Zaire elevou, neste ano lectivo, o número de vagas para 206.650 alunos contra 183.635 registado no período anterior, em função da entrada em funcionamento de 11 novas escolas, disse, na quinta-feira última, ao Jornal de Angola, o director do Gabinete Provincial da Educação.
José Amélia explicou que as infra-estruturas, construídas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), permitiram o surgimento de 19 salas de aulas nas circunscrições municipais do Soyo, Kuimba e Nzeto.
A província, disse o responsável, conta, actualmente, com 2.552 salas de aula, distribuídas em 215 escolas públicas, comparticipadas e privadas.
Os investimentos, conforme realçou o director do Gabinete Provincial da Educação, reforçam a rede de infra-estruturas escolares, numa altura em que se regista um aumento considerável de famílias em busca de oportunidades de escolarização para os filhos.
Novos professores
As 11 escolas entram em funcionamento no presente ano lectivo, depois da conclusão do processo de inserção de novos professores, no âmbito do concurso público do Ministério da Educação.
José Amélia explicou que o sector da Educação, na província do Zaire, é assegurado por 5.636 professores activos.
Quanto a materiais, foram distribuídos 50 mil manuais escolares em todos os municípios, com destaque para os livros de Língua Portuguesa, Matemática e Educação Musical.
Alimentação escolar
O Programa Nacional de Alimentação Escolar prevê, neste ano lectivo, contemplar 186.212 alunos do ensino primário, nos 11 municípios da província do Zaire, afirmou o director do Gabinete Provincial da Educação.
José Amélia disse que, desse número, 42.234 de 38 escolas são do município de Mbanza Kongo, que já beneficiam de refeições quentes no período das aulas.
“O programa de alimentação escolar é uma iniciativa do Executivo, que demonstra, de forma concreta, a sua preocupação com o bem-estar, protecção e o desenvolvimento integral da criança”, realçou.
De acordo com Amélia, a iniciativa constitui um importante instrumento de apoio à criança e à respectiva família, que contribui para a melhoria das condições de aprendizagem, pelo facto de permitir a permanência dos alunos nas escolas, o que favorece o seu desenvolvimento saudável.
Uma criança bem alimentada, frisou, aprende melhor e participa mais nas aulas, para a construção de um futuro sustentável, reconheceu.
Distribuição
Odeth Sirdes, encarregue da distribuição de alimentação disse que são servidas refeiçoes quentes para os alunos do ensino primário, nos dias de aula.
Lunda-Sul reforçada com mais estabalecimentos de ensino
O sistema de ensino, na província da Lunda-Sul, está reforçado, no presente ano lectivo, com doze novas escolas, construídas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).
O facto foi confirmado, ontem, ao Jornal de Angola, pelo chefe do Departamento de Recursos Humanos, Planeamento e Estatística do Gabinete Provincial da Educação, Amândio Noé, que assegurou, por outro lado, que os novos estabelecimentos permitiram, assim, o acréscimo de mais 84 salas de aula, já que, no ano transacto, a província tinha uma disponibilidade de 2.165 para o total de 205 escolas que existiam na altura.
“Como se pode observar, anualmente, vai subindo exponencialmente o número de salas de aula e, claro, por via disso, abre-se a oportunidade de inserção de novos alunos”, realçou, o governador provincial.
Sector da Educação regista entrada de 30.155 crianças
As estatísticas do sector da Educação, na província da Lunda-Sul, apontam que, no presente ano lectivo, foram matriculados acima de 299 mil alunos nos diferentes subsistemas de ensino, sendo que 30.155 entram pela primeira vez.
Já no ano lectivo transacto, as autoridades contaram com uma disponibilidade de 205 escolas e um total de 2.165 salas de aula, assegurados por 5.028 professores.
As cifras actuais podem, ainda, ser superadas futuramente, em função da construção de mais escolas e o aumento do número de professores, por meio do concurso público na província, tendo sido contemplada com 414 vagas e mais 45 para auxiliares administrativos.
Rede escolar de Cabinda funciona com 270 unidades
O ano lectivo 2026/2027, na província de Cabinda, está a ser assegurado por 270 unidades escolares entre públicas e público-privadas, que permitiram matricular 270.869 alunos em vários níveis de ensino geral, dos quais 24 mil 624 foram inseridos pela primeira vez no sistema de ensino, disse, ontem, o secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia
Ao Jornal de Angola, Boaventura Macaia avançou que, do número de escolas existentes na província, cinco entraram em funcionamento no ano lectivo em curso.
No âmbito do reforço das condições de ensino, disse, o Governo Provincial de Cabinda adquiriu 18 mil carteiras, das quais mais de mil já foram distribuídas às escolas do ensino primário e do II ciclo dos 10 municípios.
De acordo com o responsável, no presente ano lectivo foram igualmente entregues 16 mil livros do ensino primário para distribuição gratuita em diversas instituições de ensino público e comparticipado.
Segundo o secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, para melhorar as condições de aprendizagem e a acomodação de alunos e professores, o Governo Provincial de Cabinda leva a cabo um programa de reabilitação e requalificação de 124 escolas entre primário e do I ciclo do ensino secundário.
Para assegurar o normal funcionamento da rede escolar da província e do processo de ensino e aprendizagem, disse, o sector conta com um total de 5.367 professores.
Alimentação para 143 mil alunos
Boaventura Macaia avançou que o Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE) assiste, na província, um total de 143 mil alunos do ensino primário, em 145 escolas dos dez municípios da região.
De acordo com o responsável, desde 2025, ano em que se implantou a alimentação escolar na província, tem verificado-se uma melhoria no aproveitamento académico e uma presença massiva nas salas de aulas.
“Temos registado um aproveitamento significativo dos conteúdos ministrados pelos professores devido à distribuição diária de alimentos”, disse.
Na província de Cabinda, disse, a alimentação escolar é baseada na cultura alimentar local, especificamente sopa de batata e de feijão, saca-folha de feijão, massa alimentar, mandioca, que, na opinião do responsável, congregam valores nutricionais, visto que fazem bem à saúde, sobretudo das crianças.
Segundo o responsável, o programa de alimentação escolar possibilitou a criação de 85 novos empregos.




