Angola e Cuba reforçam o intercâmbio entre artistas, investigadores e instituições culturais, com particular incidência na formação artística e patrimonial, investigação científica e desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas, na sequência do Acordo de Cooperação Cultural assinado quinta-feira, em Havana, pelos ministros da Cultura de Angola, Filipe Zau, e de Cuba, Alpidio Afonso Grau.
O instrumento de cooperação, rubricado no quadro da visita do ministro da Cultura de Angola, Filipe Zau, a Cuba, estabelece novas bases para o aprofundamento das relações culturais entre os dois países e abre perspectivas para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nos diferentes domínios da Cultura.
A assinatura do acordo decorreu durante a reunião bilateral entre os ministros da Cultura de Angola e de Cuba, ocasião em que Filipe Zau destacou a dimensão histórica das relações de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois povos.
Na sua intervenção, o ministro angolano recordou o apoio prestado por Cuba a Angola em momentos decisivos da História nacional, com destaque para as batalhas de Kifangondo e Cuito Cuanavale, considerando esse legado uma base importante para o aprofundamento das relações entre os dois países.
Para Filipe Zau, a cultura deve assumir um papel cada vez mais relevante na aproximação entre os povos, por meio da criação de oportunidades de intercâmbio, formação e partilha de conhecimentos.
O governante defendeu, neste sentido, o reforço da cooperação nos domínios das Artes, Preservação e Valorização do Património Cultural e Formação de Quadros, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do sector Cultural nos dois países.
Memória histórica
A visita de Filipe Zau a Cuba inclui igualmente a participação no 1.º Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, que decorreu de 10 a 13 do corrente mês, no âmbito das celebrações do centenário do nascimento de Fidel Castro Ruz.
Durante a visita ao Centro Fidel, o ministro da Cultura evocou o legado do antigo líder cubano e destacou os vínculos históricos existentes entre Angola e Cuba.
Na ocasião, Filipe Zau reafirmou a solidariedade do país para com o povo cubano, perante as dificuldades que tem enfrentado nas últimas décadas em consequência do embargo económico, comercial e financeiro, situação que, mais recentemente, se estendeu igualmente ao domínio Energético.
A participação do país nas actividades em Cuba, disse, está enquadrada, num contexto marcado não apenas pelo aprofundamento da cooperação cultural, mas também pela preservação da memória histórica das relações entre os dois países.




